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Thursday, 10 June 2010

minha teimosia, uma arma pra te conquistar


É uma possibilidade. O objetivo é vencer pelo cansaço até você gostar de mim, como diz Benjor.

"Por que você não vem?" – Seria mais fácil, o ideal, mas não é simples assim. Forças maiores (ocultas), atrapalham, impedem.

Mesmo com sinais tão desfavoráveis, consigo ainda ver uma luz que conduz minhas ideias a não desistir "de graça". A persistência (para não dizer 'teimosia', que é algo mais birrento, de bater o pé e buscar algo por implicância – o que NÃO é o caso) é uma boa tática; atreveria-me até a admitir ser 'a especialidade da casa'.

Mas ninguém vai avançar limites, fazer o que não pode. Há leis, regras, princípios e ética, de ambos os lados. Isso já foi falado, entendido, acertado. A ousadia de tentar, entretanto, vai além de qualquer barreira imposta que não possa ser ultrapassada com vontade, quando se acredita valer a pena.

Arriscar não custa nada – na hora certa, de um jeito agradável, para dar resultado e o sinal ficar verde, enfim, para o amor. É uma chance, agora ou nunca. Oportunidade única, imperdível. Vai saber...
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Vai saber...
Letra de Adriana Calcanhoto, pela voz de Marisa Monte


Não vá pensando que determinou
Sobre o que só o amor pode saber
Só porque disse que não me quer
Não quer dizer que não vá querer
Pois tudo o que se sabe do amor
É que ele gosta muito de mudar
E pode aparecer onde ninguém ousaria supor

Só porque disse que de mim não pode gostar
Não quer dizer que não tenha do que duvidar
Pensando bem, pode mesmo
Chegar a se arrepender
E pode ser então que seja tarde demais
Vai saber...

Não vá pensando que determinou
Sobre o que só o amor pode saber
Só porque disse que não me quer
Não quer dizer que não vá querer
Pois tudo o que se sabe do amor
É que ele gosta muito de se dar
E pode aparecer onde ninguém ousaria se por

Só porque disse que de mim não pode gostar
Não quer dizer que não tenha o que considerar
Pensando bem, pode mesmo
Chegar a se arrepender
E pode ser então que seja tarde demais
Vai saber...

Não vá pensando que determinou
Sobre o que só o amor pode saber
Só porque disse que não me quer
Não quer dizer que não vá querer
Pois tudo o que se sabe do amor
É que ele gosta muito de jogar
E pode aparecer onde ninguém ousaria supor

Só porque disse que de mim não pode gostar
Não quer dizer que não venha a reconsiderar
Pensando bem, pode mesmo
Chegar a se arrepender
E pode ser então que seja tarde demais...
Vai saber...

Wednesday, 9 June 2010

pouco é muito!


O princípio é básico: consciência. Mas, nesse caso, a máxima (em que acredito) de que 'os homens não são o que dizem, e sim o que fazem', vale MUITO. Então, não basta saber, tem que tomar uma atitude a respeito. É por em prática a teoria MESMO.

Da minha parte, foi desde sempre: não jogando nada no chão, não desperdiçando comida, tentando economizar água e energia etc.. A cada dia tento algo novo, para o bem. Por último (e, hoje, bem sucedida!), veio a completa separação do lixo para reciclagem. Fico feliz em poder participar disso e que em meu prédio a executem de maneira tão séria e respeitosa.

Por que demorei tanto para conseguir implementá-la, como sempre quis? Por resistência. Não dependia de mim enquanto não morava sozinha... E não falo de gente sem instrução, mas pessoas que simplesmente não queriam adquirir um novo gesto em suas vidas, em seu cotidiano: determinar o lixo certo para cada item. É necessária uma reeducação de postura diante à nova realidade mundial. E é inevitável, por mais que demore...

Quando eu era pequena, todos falavam em plantar árvores como o topo do que se podia fazer. Hoje, não consigo ver mais somente nessa boa ação a salvação do planeta –  que está cada vez mais quente, injusto, cruel. Pequenas atitudes isoladas, como mudanças de comportamento para o que é (dito tão careta, mas inegavelmente do bem) ‘politicamente correto’, tem mais impacto hoje quando se pensa globalmente.

Não tenho a menor pretensão de querer convencer grandes empresários a ganharem menos investindo mais no verde (cor tão em moda no presente). Seria pedir demais a mentes capitalistas tão gananciosas. Mas, na verdade, em âmbito bem geral, não consigo entender como criaturas que sabem que prejudicam o meio-ambiente e a população conseguem dormir à noite sem o menor peso na consciência, ou dor no coração – algo assim, bem dramático mesmo.

Agora, tratando do que é mais palpável: infelizes são aqueles cidadãos que não pensam no assunto, que seguem jogando suas bitucas de cigarro pela rua, que misturam vidros, plásticos e alumínio com restos de comida, entre tantos outros “pecados capitais” da atualidade. Lamentavelmente, não reconhecem a grande chance que tem de fazer algo próspero por si e pelos outros. Esses, sim, desapontam-me profundamente.

Podem me taxar de ‘ecochata’ e o caramba. Não me importo! Acho que devo isso a meus filhos, netos – e a todas crianças do mundo. É o mínimo que cabe a mim, tendo esse blog, poder fazer este alerta, deixar esse recado (além de seguir com meus princípios conquistados com muito orgulho). Não é a solução plena, mas já encaro como parte da missão cumprida.

Nesta semana em que se comemora (?) o Meio Ambiente, e quando numa simples conversação com colegas de aula, vejo que pouco ainda se faz pela Terra e humanidade, a mula ruge a respeito.  E finalizo com uma listinha modesta de pequenos grandes ideais:

- separar o lixo (nem que seja somente em dois: seco e “orgânico”/rejeito);
- não jogar lixo no chão (se não achar uma lixeira na rua, guarde seus resíduos consigo até chegar em casa ou no trabalho para então dispensá-lo);
- usar transportes coletivos, bicicletas ou andar mais a pé;
- imprimir somente o necessário e reaproveitar os dois lados de cada folha de papel;
- economizar água potável no banho, ao escovar os dentes etc.;
- substituir produtos descartáveis por retornáveis (ao invés de usar diversos copos e sacos plásticos todos os dias, e jogá-los fora depois, ter um copo de vidro no escritório e uma sacola de tecido para as compras);
- evitar o desperdício de qualquer energia;
- optar por produtos biodegradáveis, alimentos orgânicos etc.;
- investir em novas tecnologias mais benéficas, baratas e acessíveis;
- não ignorar o fato de que pouco é muito (se cada um fizer a sua parte, um bom montante se forma em prol do bem).

Tuesday, 8 June 2010

marcas do tempo


Ainda não me preocupo com a idade – hoje, mas confesso que em breve irei usar cremes, como qualquer mulher, mais que os homens. Vou evitar ao máximo o sol e qualquer outra coisa que agrave o ‘sentir na pele’ da passagem dos anos.

O tempo deixa marcas. Como uma tatuagem, a cútis perde sua vitalidade, dia-a-dia, cada vez mais. Sua textura, hoje, já não é a mesma do passado. E no futuro, será como um papel amassado, trazendo em suas linhas escrita a nossa história.

Faz parte envelhecer, o enrugar das mãos, pescoço, ao redor dos olhos etc.. Não vejo nisso um problema, nem em mim, muito menos no próximo. Sinto, inclusive, no contraste ao tocar a minha, a possibilidade de um encontro incrível entre gerações.

É amor à flor da pele como qualquer outro, com muito tato e tantos sentidos mais... Relacionamentos assim permitem uma troca rica, em que ambos saem ganhando, aprendendo algo para a vida – toda pela frente ou a que ainda resta.

Monday, 7 June 2010

crônica de uma história inacabada


Tudo bem que, desde o começo, esse já era para ser (como um pastiche mal contado da obra de Gabriel Garcia Marquez) um relacionamento com final datado, mas é péssimo não poder viver tudo intensamente, até o último capítulo. Seja por ética, interesse por outros, medo de tentar, pela futura distância que se aproxima... não importa, fica a sensação de vazio, de que falta algo. E assim foi.

Era para ser uma cena clássica de drama, daquelas bem tristes, de lamentar, mas, hoje, mais pareceu uma comédia, por me fazer gargalhar lembrando o ocorrido – para mim, até então inconcebível. Pergunto-me como não pude ter sentido o tamanho da furada... Aconteceu porque não sabemos dos outros, só de nós mesmos. Respondemos única e exclusivamente por nós. Mesmo com toda vontade do mundo, as rédeas da situação nem sempre estão em nossas mãos.

Diferente do livro e, apesar de ‘sem mortos ou feridos’ (até porque ninguém mais morre de amor hoje em dia), é impossível ignorar os fatos, não ter respeito, admiração, “raiva” e inveja até (por que não?!) sobre os personagens envolvidos. E, quando acontece com a gente, quando nós protagonizamos a trama, é pior ainda, porque mil questionamentos vem a mente, embora a razão sempre prevaleça.

Nada como a poeira baixar, os ânimos se acalmarem e a serenidade reinar, plena. Os pensamentos se organizam e conseguimos, então, entender e aceitar o rumo tomado. Não sou Cristã, mas diria até que é possível (para quem acredita, claro) agradecer a Deus pelo o que Ele não nos dá. Por mais que não consigamos compreender agora, mais tarde tudo se esclarecerá e veremos como foi melhor a privação. Será? Talvez. Que seja...

De minha parte, não há o que fazer. Porta que se fecha, amizade nova a perdurar... É isso. No fim, conseguimos até rir de como agimos, de quão complicado foi (e é) resistir às tentações, ir contra o desejo, a oportunidade de uma nova vida, de um outro ‘certo alguém’. Mas, na hora, no calor da ocasião, não é fácil se dar por vencido, sentir-se rejeitado, menor (enquanto as intenções são grandes e nobres).

Infelizmente não podemos prever os anseios e sentimentos alheios, evitando, assim, fazer planos, deixar-se emaranhar por possibilidades, sonhos. Eu me entrego, vulnerável, quando acredito, e penso ter encontrado a felicidade. Arrependo-me depois, mas só por uns instantes, porque prefiro sempre arriscar. (Desculpa Drummond) Mais frustrada que aliviada, encerro o romance dizendo que tinha uma vaca no meio do meu caminho.

Sunday, 6 June 2010

um terror!


Ainda em tempo...

A atenção norte-americana (para não dizer ‘mundial’) estava voltada, mais do que à socialista Coréia do Norte, ao Irã e seu possível e provável interesse em ter uma bomba atômica. Motivos os islâmicos tem, afinal Israel a possui, além dos nem tão amigáveis Estados Unidos – os únicos até agora a usarem contra um alvo civil (o Japão, em agosto de 1945, sob as cidades de Hiroshima e Nagasaki).

Durante a Guerra Fria, outros países como Rússia, China, Reino Unido, França, Índia e Paquistão também se tornaram potências nucleares. Interessante isso, porque o que ocasionou essa corrida armamentista foi justamente o medo dos inimigos/rivais possuírem tamanha força. Mas depois, com o avanço e o perigo de uma guerra nuclear que acabaria com o planeta, de uns anos pra cá houve um retrocesso nessa produção, e a preocupação pacifista (?) tem se sobressaído.

Pois bem, esta semana Israel ganhou as manchetes do mundo inteiro por atacar em águas internacionais navios de ajuda comunitária a Gaza, na Palestina. Injustificável tal ofensiva. Não tenho nada contra o povo hebreu, fora o fato de travarem uma Guerra Santa, resistindo em devolver aos vizinhos sua terra, que embora não “prometida” aos palestinos, a eles pertenciam antes de chegarem as tropas israelenses, com apoio dos ianques.

Hoje, esse que era para ser um estado palestiniano-árabe, está dividido em três partes dominadas pelos judeus (o Estado de Israel, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza). Esse absurdo, considerando-se o fato de a maioria da população ser de origem árabo-palestina, trava uma disputa territorial e religiosa desde 1967, quando foram ocupadas essas duas últimas áreas citadas. Nem lei internacional, muito menos determinações das Nações Unidas e dos antigos colonizadores britânicos conseguiram impedir essa injustiça.

Passados 40 anos de confrontos, ainda hoje essa disputa gera um derramamento de sangue na região. O útlimo foi esse, classificado como um ato terrorista (termo comumente tão usado para designar ações contra os EUA e os semitas). Parece que, finalmente, os olhos do mundo estão abertos, percebendo as más intenções de Israel. Ainda bem que, atualmente, até mesmo o grande imperialista começa a se opor a essa barbaridade.

Infelizmente, outras como essa ainda acontecem, vide Tibet e o País Basco, por exemplo. Que esses lugares, como foi o caso de Kosovo, em 1999, consigam sua autonomia contra o terror que é viver sendo governado e tendo sua cultura exterminada por razões políticas, economicas e religiosas. A mula ruge pela vitória da liberdade, SEMPRE!

Saturday, 5 June 2010

troca-troca


Clube do bolinha? Não mais... A mania (do álbum) de figurinhas da Copa 2010 superou as expectativas. Virou febre no país inteiro! O ápice foi ontem, ao ver na Globo, em horário nobre, um comercial marcando encontro para o escambo.

Próximo a bancas de revistas, nos grandes centros comerciais, em mesas de bar, qualquer esquina... já ouvi relatos que até em ônibus rola um approach para trocar os decalques com a cara dos jogadores das seleções que vão competir no mundial esse ano. Em alguns casos, pode ser a chance de rolar uma paquera até! Vale tudo pelo esporte.

Foi-se o tempo que só os “bola” se interessavam por futebol. Grandes conglomerados com homens, mulheres, crianças, amigos, namorados, casais de idosos na troca, compra e venda, montando pacotinhos com figurinhas numeradas, apostando no 'bafo'... o que for! Dá de TUDO na incessante procura pelos números que ainda faltam para completar a coleção.

O momento é outro. E hoje também a nós, mulheres, interessam os atletas. Aliás, esse livretinho é um cardápio, em especial, de homens - um guia ilustrado do que se encontra em cada país. Tem para TODOS os gostos – ‘loiro, moreno, negro, sarará’, e ainda orientais, ruivos, árabes... Uma maravilha. A mim, várias equipes agradaram (vide Itália, França e os do Leste Europeu).

Parece que bolaram um hobby mais apimentado para meninos ‘maus’, com um time de primeira de atrizes pornô estampadas nos adesivos (na foto do post contemplo as morenas – claro!). Seria uma boa se criassem outra versão do masculino, mas com fotos mais ousadas dos jogadores, ou atores de cinema (semi-nus – por que não?).

Pois é, aí SIM ia ser mais divertido o troca-troca das figurinhas repetidas... (!) O perigo é o povo se trancar no banheiro para apreciar o conteúdo, depois, e não sair mais! Mas lembrando que esse último só podem colecionar  quando grandinhos, né?! Uma recordação para toda vida, para guardar, rever 'zilhões' de vezes e mostrar para o netos - em ambos os casos [risos]. O que vale é o clima festivo!

Thursday, 3 June 2010

delay


“Namoro ou trepada?” Questionada sobre minhas intenções do passado, fiquei eu, mais tarde, perguntando-me o que leva uma pessoa a, exato um ano depois, retomar o assunto como se fosse fresco, como se ainda colasse.

“A fila anda” – não é isso que dizem por aí, referindo-se a águas passadas? Pois é... Hoje, não movem mais meus moinhos, tampouco esses (res)pingos chegam sequer a me molhar. Poderia ter sido, lá atrás - ambos, inclusive (com toda intensidade possível!), mas o tempo foi perdido, virou.

Parafraseando Paulinho da Viola em seu consagrado samba, ‘foi um rio que passou em minha vida e seu coração não se deixou levar’. Agora, perdeu a vez. Sem ressentimentos, e sinceramente: chegou atrasado demais.

Próxima estação, por favor!

Wednesday, 2 June 2010

além


Como saber se marcamos uma pessoa?

Será que pensa em mim, lembra quem sou – meu nome, voz, olhar? A medida de importância deveria ser a mesma para ambos, mas não. Infelizmente, pode não ter significado nada pro outro.

Apesar do pouco, penso muito. Gostaria que não me esquecesse, pois gostei de ti, de mim contigo, de ti comigo, de nós... Simplesmente 'plim': interessei-me! Não quero ignorar isso.

Tuesday, 1 June 2010

no mundo da lua


Infelizmente, não era lá que me encontrava. Se fosse, teria sido muito feliz... de um jeito diferente. Anos luz se passaram e, onde estávamos nós que perdemos tanto tempo?

Como você agiria se descobrisse, depois de 16 anos, que seu amor de adolescência, seu melhor amigo e confidente, pelo qual você era louca (sem ele saber, claro!), também era apaixonado por você? Arrependida, questionei-me muito sobre tudo o que nos calou durante mais de uma década, impossibilitando, assim, uma linda história de acontecer.

Um nó na garganta e o receio de não ser correspondida não deixaram que eu falasse e assumisse meus sentimentos. Faltou-me coragem de lhe dizer a verdade e arriscar colocar a perder a amizade e o carinho já conquistados. Era mais fácil fingir interesse por outros para chamar sua atenção, tentando causar ciúme bobo, do que me aproximar mais.

Durante longas boas conversas, sinergia, entrosamento, só faltou mesmo a iniciativa nossa de abraço, beijo... embora intenção houvesse. Hoje, eu sei (e reconheço) a importância do toque num relacionamento, de sentir a pele e o calor do próximo com mais frequência e intensidade. Essa foi nossa carência maior, o limite de nossa covardia.

Não ousar acarretou uma vida completamente diversa da que seria se tivéssemos agido com mais sinceridade. Poderíamos ter vivido mais momentos especiais e memoráveis, desperdiçados com terceiros sem tanto valor. Eu teria feito escolhas mais acertadas se tivesse na melhor companhia de todas, além de um conselheiro, meu namorado.

Tantas primeiras vezes a serem descobertas juntos... sem erros. Entregaria-me a ele inteiramente, com toda vontade possível. Mas, de qualquer forma, a parceria se perpetuou. Fomos completos mesmo sem a plenitude do amor – aliás, do sexo (apesar da pouca idade), pois afeição nunca faltou. Era tão forte que sobrevive até agora, inclusive.

Na verdade, numa única noite, entre tantas outras viradas em tratos íntimos a certa distância, aconteceu a coisa mais linda entre duas pessoas que se gostam. Sem dizer qualquer palavra, nossos corpos falaram mais alto e por si. Foi perfeito, a realização de um sonho, a concretização de algo que desejávamos muito, mesmo em silêncio.

Lamento que tenha sido essa a última vez em que nos vimos. Não sei por que, perdemos a razão ao nos acharmos. E, assim, nossa história ficou inacabada... Será que ainda podemos colocar a cabeça (e as coisas), definitivamente, no lugar? Arriscando, um convite: para ele vir conhecer meu atual universo e vivermos um ano a cada dia – juntos, enfim.

Monday, 31 May 2010

expectador


Esperar é bom à medida da expectativa, no sentido de aguardar algo bom que está por vir. Melhor se o retorno for rápido, quando os ânimos ainda estão à toda, ansiando por uma explosão de emoção positiva, numa ligação.

Demais, sentada ou nada? Qual o meu limite sem interação? Estou aqui, vendo o tempo passar... Até seguir meu instinto (de quem não fica na janela), e fazer as coisas acontecerem já, já - como parte do meu show, a especialidade da casa.

Sunday, 30 May 2010

carta ao tempo


Tanta coisa para ser dita, mas como? Muito tempo já passou e nos distancia... Como fazer da melhor maneira, explicando toda (boa) intenção, pedindo ajuda na condução dos fatos... uma mão – apoio e carinho.

A vontade é não importunar, nem criar conflitos, mas agregar, realizar um sonho. Será que fui clara? Precisaria falar de outro jeito? Poderia eu ser mais explícita, ou deveria me resguardar?

São dúvidas suficientes para me deixar confusa, ansiosa, mas de coração aberto, cheia de garra, como é de praxe. Infinitos rascunhos e, ainda sim, temeria errar. Mas o que vier, vem bem, pois será como TEM que ser - por pior que seja, é a realidade.

Aguardo então um retorno... Breve? Certo? Ou ficarei eu no vácuo de minhas palavras? O roteiro desse "filme" é tão imprevisível quanto o futuro. O que me aguarda, só Deus sabe! Mas o bom é que, de um jeito ou de outro, o universo sempre conspira a favor.

Saturday, 29 May 2010

promessa é divina


E sempre a mesma: NUNCA mais beber (assim).

Dor de cabeça, vontade ou falta do que vomitar, embrulho no estômago... o mal-estar generalizado não deixa NINGUÉM esquecer o arrependimento pelo excesso na noite anterior. Sinto-me verde por dentro, fraca, enjoada e indisposta - virada do avesso MESMO.

Se a fé move montanhas, dias de ressaca deveriam ser feriados. SAGRADOS.

Santa Coca-Cola, guaraná, água de coco e Oxyboldine. Só eles salvam. Aleluia!

Thursday, 27 May 2010

brincando por aí


Na corrida do dia-a-dia, no atropelo das ruas, não tem coisa melhor que se deparar com um simpático bonequinho que nos remete à terna infância. Tenho certeza que quem não puder estacionar o carro na calçada, ou até se alguém tropeçar nesses fradinhos Playmobil, verá sua fúria passar rapidinho! Dado o tom lúdico das obras, não tem como ser diferente...

Suspeito de quem seja, embora não tenha certeza. Independente, parabéns pelo bonito trabalho, por toda a sensibilidade de ver e fazer arte nos lugares menos prováveis. Cada vez mais apaixonada por intervenções artísticas urbanas, dedico esse post ao(s) criativo(s) autor(es) dessas criaturinhas que enchem de alegria quem anda por aí – aliás, aqui: em Botafogo, no Rio de Janeiro. 


Vida longa a quem sabe brincar!

Wednesday, 26 May 2010

a revolta da vacina


Ontem a Fundação Oswaldo Cruz completou 110 anos. E, quando ouço o nome desse médico sanitarista NÃO consigo deixar de lembrar e desassociá-lo de um interessante “causo” da nossa História, a Revolta da Vacina - uma das mais terríveis rebeliões populares da República.

O fato sempre me chamou a atenção em razão da ignorância do povo aliada a medidas autoritárias que, apesar de sua inquestionável necessidade, desrespeitavam os direitos individuais. Os métodos utilizados para atingir a população e ter então eficácia, na época, chegaram até a serem apelidados pela imprensa como “Código de Torturas”.

Pode parecer horrível a atitude radical do governo de Rodrigues Alves, e do chefe da Diretoria de Saúde Pública e diretor do Instituto Soroterápico Nacional, em Manguinhos (atual conceituada Fundação com seu nome - Fiocruz), mas antes de uma avaliação prematura, alguns pontos fundamentais devem ser considerados: o Rio de Janeiro, em 1904, era infestado de epidemias. Pestilenta, estava longe de ser considerada ‘maravilhosa’ – como hoje (e há tempos) a cidade é conhecida.

Peste bubônica, febre amarela, difteria, sarampo, tuberculose, escarlatina, coqueluche, lepra, tifo, e, principalmente, a varíola... (parece mais a letra da música O Pulso de Arnaldo Antunes, mas não!) essas eram as doenças que matavam muita gente no início do século XX por aqui. Grande parte dos habitantes morava em cortiços superlotados, em situações sanitárias precárias, sem saneamento básico e higiene.

A então capital do país, apesar de seus belos palacetes e casarões, tinha graves problemas urbanos como rede insuficiente de água e esgoto, e escassa coleta de resíduos e lixo. Desse ambiente putrefato resultavam as enfermidades vividas pela população, que dividia o espaço com uma infinidade de ratos e mosquitos, entre outras moléstias, responsáveis pelo óbito de diversos estrangeiros, além dos locais.

Em 1902, as mortes causadas por febre amarela chegavam a mil, e baixaram para 48 dois anos depois. No primeiro semestre de 1904, as chamadas ‘Brigadas Mata-Mosquitos’, que invadiam as casas para detetiza-las, fizeram mais de cem mil visitas domiciliares e mais de 600 edifícios e casas foram interditados. Já em 1909, não era mais registradas vítimas da doença na cidade. Apesar do sucesso e da boa intenção da ação, teve um momento em que Oswaldo Cruz foi apontado como ‘inimigo do povo’.

Mesmo sob insatisfação popular, ele bancou a campanha contra a varíola com a mesma firmeza. E, no dia 31 de outubro, foi aprovada a Lei da Vacina Obrigatória para a popular “bexiga”, como também era chamada. Assim, as brigadas sanitárias puderam, acompanhadas por policiais, entrar nas casas para aplicar a vacina, mesmo que à força. Esse comportamento, entretanto, gerou conflitos.
 

Depois de Alves ter dado plenos poderes ao prefeito Pereira Passos e ao doutor para executarem um grande projeto sanitário, foi posto em prática uma ampla reforma urbana conhecida como ‘bota-abaixo’ (pelas demolições dos prédios velhos, que deram lugar a grandes avenidas, edifícios e jardins). Com essas ações, houve um enorme descontentamento, pois milhares de pessoas foram desalojadas, sendo obrigadas a morar nos morros e na periferia.

A questão da revolta foi política – nenhuma novidade, portanto, pois pessoas desinformadas e sem um incentivo externo maior não seriam capazes de tamanha barbárie. Só para ilustrar o substantivo, foi declarado estado de sítio no dia 16 de novembro daquele ano. A vacinação foi suspensa, e o exército foi para as ruas. O Rio virou um campo de guerra, com barricadas em diversos pontos. Bondes e postes foram depredados; trilhos e calçamentos, arrancados.
 

Estimulados pela demagogia da Liga Contra a Vacina Obrigatória, e pela oposição positivista (que sequer acreditava que as doenças fossem provocadas por micróbios!), informações sobre supostos perigos causados pela vacina foram espalhados. Além disso, o boato de que as mulheres teriam que se despir na frente dos vacinadores porque a vacina teria de ser aplicada em partes íntimas do corpo, agravou a ira da população, que se rebelou.

O motim e a tentativa de golpe tiveram seu fim no dia 20 de novembro com mais de mil pessoas detidas e 400 deportadas para o Acre. Naquele ano, morreram cerca de 3.500 pela doença infecto-contagiosa. Em 1906, esse número caiu para nove. Dois anos depois, uma nova epidemia matou mais de 6.500, e, em 1910, foi registrada somente uma única vítima.

Hoje, felizmente, a varíola está extinta no mundo todo. E, mesmo com a revogação da obrigatoriedade de sua vacina, permanece válida a exigência do atestado de vacinação para trabalho, viagem, casamento, alistamento militar, matrícula em escolas públicas, hospedagem em hotéis.

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Nos dias atuais, o que se viu (eu, pelo menos, aqui no Rio de Janeiro), numa campanha não obrigatória, foi um considerável número de cidadãos se rejeitando a tomar a vacina contra o vírus da Influenza A (H1N1). Os motivos, na maioria das vezes, eram suposições sobre seus malefícios. Não consegui, obviamente, deixar de relacionar esse comportamento ao passado.

Sinceramente, não gostei de tomar a vacina, pois fiquei enjoada, indisposta e com dores fortes no braço por cerca de dois dias, mas li a respeito e vi que eram normais os sintomas e que alguns mitos criados são como os fantasmas já exorcizados. Fiquei tranqüilizada, e penso que agora estou (pelo menos MAIS) segura contra a tão famosa, na moda e temida gripe suína.

Acho válida qualquer forma de preocupação e questionamento sobre assuntos como esse, questões de saúde pública – ainda mais envolvendo possíveis conspirações da indústria farmacêutica (vide a história de O Jardineiro Fiel), mas acredito na seriedade de nossos órgãos competentes. Assim já provaram ser desde sempre. E, ainda alia-se a essa credibilidade o modelo que representamos atualmente quanto ao coquetel para soropositivos.

Chega de rebeldia sem causa. Ou a culpa, agora, é do PT (ou do Lula)? Golpe baixo.

Tuesday, 25 May 2010

liberdade ou morte


Hoje é o dia: de protestar, além de aproveitar a barbada de poder comprar gasolina cerca de 40% mais barata. PASMEM! – não pela oferta, mas pelo horror que é a sobretaxa em cima do produto.

Em algumas capitais do país, vários brasileiros pagaram quase metade do preço em litros do combustível, nessa campanha pela diminuição da arrecadação absurda feita no Brasil. Em São Paulo, diversas pessoas usaram nariz de palhaço numa manifestação bem-humorada, mas verdadeira contra essa realidade.

Lembram do recente “IPI reduzido”? Sentimos um pouco desse alívio numa tentativa do governo em aquecer o mercado. E conseguiu. Não foi mágica do varejo, foi "simplesmente" uma diminuição no que os cofres públicos levam do valor cobrado pelas lojas. Por que não aplicar esses descontos novamente, de repente em outro setor, fazendo um rodízio para tentar amenizar a crueldade com o povo que é essa cobrança indevida?

Nossa carga tributária é uma das mais altas do mundo. Injusto. Não creio numa explicação coerente que me convença de sua real necessidade. Para produtos da cesta básica, por exemplo, os impostos chegam a mais de 30% do valor total de cada mercadoria. Um exagero que não leva nosso país à frente, bem pelo contrário...

Pagamos por serviços básicos dos quais não usufruímos em sua plenitude, como saúde, educação, etc. Bancamos sei-lá-eu-quem – porque a cor desse dinheiro revertida em benefícios para a população não é o que acontece. E para algum lugar essa quantia trilhonária vai... Para onde será? (com tantos roubos, sonegação e superfaturação de quase tudo que é do governo, tenho meus palpites).

O contribuinte trabalha praticamente cinco meses (quatro meses e 29 dias) só para pagar impostos. Isso é uma palhaçada mesmo. E não vai mudar se não fizermos nada... Que tal um radicalismo (adoro!)? Liberdade ou morte! (que já é o que está acontecendo, na verdade,  uma vez que crianças morrem subnutridas, pessoas sem um atendimento médico público eficiente, nas estradas mal conservadas, etc etc etc.) Pensem nisso e protestem, como puderem.

A iniciativa do Dia da Liberdade de Impostos foi da ala jovem da Câmara de Dirigentes Lojistas, uma forma econômica e consciente de chamar a atenção da sociedade para o fato. Por aqui, a mula ruge...

Assistam ao vídeo da matéria que foi ao ar pelos canais da Rede Globo no portal G1.

Monday, 24 May 2010

tem pra todo mundo


Conhecem a máxima: “Pode encher a sua piscina, mas não esvazia a minha bacia”? Pois é justamente assim que as pessoas DEVERIAM fazer, agir e ser – porque se trata de um posicionamento moral, inclusive.

Inveja e má fé é péssimo. Buscar a sua felicidade sem ficar urubuzando a vida alheia é o caminho do bem. Quem muito se preocupa com o outro, administra mal seus negócios. Então, que tal focar em seu próprio umbigo (ou rabo)? – é melhor para todo mundo.

O futuro está aí com suas oportunidades. Cada um tem e terá o que merece. É só fazer por onde, conduzir com sabedoria o barco da vida. Uns rebolam, alguns rezam, outros remam. Essa última é a minha filosofia. E a frase acima é de comunidade. Salve Gabriel Moura, Jovi Joviniano e Aranha, pela voz de Seu Jorge!

Sunday, 23 May 2010

ética alheia


Jamais quero ser a “guria”, “mina” ou “ela” de algum homem!

Pode parecer que ser isso para alguém é legal, mas não é o caso.  Aqui, deixa expressa a fraqueza e a covardia masculina (no caso, dos namorados ou maridos) de dizer o nome da parceira em alto e bom som quando as intenções não são do bem para com ela, mas segundas com outras.

Pode ser mais fácil para eles não ter que pronunciar seus nomes, dizendo simplesmente essas palavras impessoais ao se referirem a elas. Fazem isso como se quisessem esquecer suas existências,  menosprezar sentimentos, amenizar os danos, fugir do erro, ou somente se sentirem mais distantes, menos comprometidos, quase solteiros.

Como companhia, amiga, ‘outra’, ou até mesmo um fantasma do passado a assombrar seus relacionamentos, digo que desaprovo e abomino essa atitude. Gostaria de ouvi-los dizer, num ato de respeito e consciência, quem são essas mulheres – que, eles querendo ou não, estão ao seu lado de verdade. Independente do que aconteça, ou não.

Quem tem ficha limpa no cartório não tem com o que se preocupar, o que esconder e negar. Deve ser o sentimento de culpa; para mim, é questão de ética.

Saturday, 22 May 2010

marinheira de primeira viagem


Ser testado é uma situação incômoda porque não nos sentimos confortáveis quando postos à prova. O nervosismo é o pior inimigo nessas horas, pois nos deixa à deriva. Atrapalha demais. Pode por tudo a perder. É preciso manter a calma para não afundar o barco.

O despreparo também é um fator determinante, pois dá insegurança. Mas não que tenhamos poucas condições (ou nenhuma) de preencher os requisitos necessários para a aprovação. Viver algo novo, e, simplesmente, não conhecer os mares navegados pela primeira vez pode trazer surpresas desastrosas por pura falta de experiência.

Nesse momento a fé pode ser uma boa aliada. Acalma, ampara, dá-nos esperança de que tudo vai dar certo. E vai. A vida segue o rumo que tem que tomar, com ou sem viradas de maré. Que nossos sonhos sirvam como um farol, determinando para onde devemos ir, mostrando-nos exatamente o caminho a ser tomado.

Friday, 21 May 2010

barreira protetora


Quando eu era criança a gente podia brincar na rua, ir sozinho para o colégio – ou, no máximo, com os irmãos e/ou amigos. Tudo bem que era um tempo diferente, menos perigoso que hoje, mas até que ponto é puro exagero dos pais da atualidade (que eram os filhos de ontem), numa desacertada tentativa de superproteger os pequenos (de agora) da realidade em que eles próprios viveram antes, anos atrás?

A pergunta vai mais além, numa perspectiva de futuro mesmo. Não estariam os pais (mega) corujas deixando de criar as crianças para o mundo, permanecendo elas por mais tempo debaixo das asas de suas mães? Não sei se fui muito solta e independente no passado, mas estranho e critico tamanho amparo e inocência infantil num momento que era para ser mais sagaz; eles, mais safos.

Espero educar eu os meus, quando os tiver, de uma maneira que cresçam preparados para lidar com esse universo cruel que os espera pela frente, num futuro duvidoso. Penso muito a respeito, em como farei para dar vida a adultos espertos, estudiosos e batalhadores, e não a bobalhões preguiçosos que dependam de mim para sempre, vivendo às minhas custas! Por algum tempo, ok (e terei MUITO prazer em sustentá-los, provê-los - como qualquer mãe normal faz), mas depois, até por uma questão de sobrevivência, eles DEVEM andar com suas próprias pernas.

Acho horrível barbados que não sabem fritar um ovo, ou que roupa colorida junto à branca na máquina vai manchá-las. Não lavar as próprias cuecas, socorro! Mais: mimados que não sabem se virar sozinhos, que perdem seus pertences, e simplesmente não ligam, tampouco tentam recuperá-los, pois não ignoram o preço das coisas, quanto custam. Mas o pior são as mães que vão lá e repõe tudo sem dar bronca, que não os educam, só confortam.

Será essa carência, essa deficiência proveniente de certa culpa e compensação pelo o que passamos nós nos anos 80, quando as vacas eram mais magras e a economia nada colaborativa, tudo era mais sofrido de se conseguir? A mim, parece que damos o devido valor a tudo pela dificuldade dos tempos de criança, mas não estamos sabendo transmitir isso aos herdeiros em tempos de brinquedos fartos pagos a prestações.

Possibilidades à parte, o trabalho de formação é árduo. Peca-se pelo amor, pelo excesso e pela falta de noção e de bom senso. Para uma real evolução da espécie, educar da melhor forma é para fora, sem barreiras protetoras que atrapalhem a construção de um cidadão consciente – no caso, a barra da saia das mães.

Thursday, 20 May 2010

chata de galocha


Sei que é um saco!

Ser pega de surpresa e molhar os sapatos e os pezinhos de donzela não é nada bom, mas admito que, mesmo assim, estava torcendo por um dia chuvoso. DESCULPEM.

O motivo não é nenhum além do fato de eu querer inaugurar minhas galochas novas em situação propícia... compreensível até, pois sou mulher! Acho que no clima úmido portoalegrense conseguirei, enfim.

Wednesday, 19 May 2010

com a macaca


Num exercício qualquer sobre bichos, lembrei-me de uma predileção curiosa minha. Pois é, pode parecer estranho, mas ADORO macacos. Não qualquer um. Os chimpanzés são meus preferidos.

De micos e saguis, tenho medo. Não me parecem confiáveis. Vejo esses pequenos como ladrõezinhos baratos e um tanto pervertidos até. Orangotangos e gorilas também me agradam, mas nada se compara aos medianos ‘chimpas’.

O jeitinho desses primatas me fascina, sua inteligência me instiga, e as possibilidades de uma verdadeira amizade entre a gente me animam. Acho incríveis os laços criados com quem tem contato com eles em cativeiros, zoológicos etc.

Abomino, entretanto, sua presença em circos e shows performáticos – a de qualquer animal que seja, na verdade. Tudo bem que é uma maneira de aproximar essas criaturas (nem tão) selvagens dos humanos urbanos, mas não gosto. Nem de zôos! Acho triste.

Engraçado isso. Ao usar a palavra agora, dei-me por conta que ‘selvagem’ não significa necessariamente agressividade, diz respeito ao seu habitat natural – a selva. Claro que a maioria das espécies livres na natureza ataca, mas somente para se defender.

E, se formos coerentes e racionais, vamos concluir que eles não estão errados em nos agredir, uma vez que somos (infelizmente) seus possíveis predadores. E encerro este texto me questionando sobre nossa tal ‘racionalidade’...

Tuesday, 18 May 2010

canela fina


Dizem que homens com tal característica tem o pau grande. Em respeito à teoria da evolução das espécies, acabo eu fazendo minha ‘seleção natural’, preferindo e optando pelos "gambitinhos" - assim, no diminutivo mesmo, mas que sugerem aumentativos (e por que não dizer SUPERLATIVOS?) sexuais.

Podem existir outros marcadores, mas por experiência pessoal e prática, e conhecimento profissional e empírico de causa e efeito, concordo e sigo essa crença popular. Culpa do Darwin.

Monday, 17 May 2010

gosto que me enrosco


Tudo bem que a vida de solteiro tem seus dias e noites de solidão – talvez quando o sol caia, sinta-se ainda mais esse vazio, mas o que vocês acham de simplesmente (se a)pegar (a) um travesseiro ‘para chamar de seu’, substituindo alguém real? Estranho, né?! Mas...

Esse é o novo ‘amor em 2D’, um fenômeno atual no comportamento urbano de diversos japoneses (sim, e de quem mais poderia ser, tratando-se de uma bizarrice como essa?!). Eles agarram “as curvas” de almofadas, cobertas por capas ilustradas com personagens de games e mangás, adotadas como cônjuges por carentes de plantão.

O sentimento cultivado por esses objetos é que impressiona mais(!). Tanto, que até o jornal The New York Times publicou, ano passado, uma matéria relatando a inusitada e estranha
história do apaixonado Nisan e sua afável e benévola Nemutan (Nemu – nome da heroína + o sufixo tan – que significa algo como 'querida').

Eles são namorados (SIM: parceiros, de programas e até na cama – o que pode vir a acontecer em muitos casos). O relacionamento entre os dois começou depois que ele terminou um namoro com uma mulher e optou, então, pela companhia do apetrecho, pelo qual nutre um apreço imenso.

Nisan a leva aonde quer que vá – restaurantes, karaokês e viagens, e tiram fotos juntos, para registrar os momentos, como um casal de verdade. Ele afirma saber, porém, que a menina, estampada nas sete fronhas que ele troca (para mantê-la sempre limpa), é uma ficção.

Questionado sobre se deseja casar com uma pessoa de carne e osso, ele diz que sim, mas entende a dificuldade de achar uma pretendente que aceite sua afeição. Essa maneira de agir, segundo estudiosos, é um reflexo da dificuldade que os adultos do Japão tem em se relacionar.

Mesmo que num behavioral freak show nipônico, pelo menos eles se utilizam de suas criações para benefício próprio. As limitações impostas a essa preferência só tem um lado, digamos assim, "compreensível" e "bom": tais fofuras não falam! (reclamam, criticam, ou enchem o saco... nem ciúmes demonstram ter!)

Brincadeiras à parte, podem ficar tranquilos, porque a moda, no Brasil, NÃO pega! Aqui, sexo com brinquedinhos, ok (tranquilo), mas SEM compromisso – só casualmente! *Pois é... sendo assim, lá em casa, por exemplo, só durmor com meu rolo "minhocão" de 1,40m, carinhosamente apelidado de 'Ricardão', em noites ermas e frias mesmo. Fora isso, ele está dispensado! [risos]

Sunday, 16 May 2010

cara de um, interesse no outro


Vou exemplificar minha teoria utilizando-me de um caso de conhecimento geral – para não dizer ‘global’ (referindo-me ao fato de ter sido veiculado recentemente pela maior emissora do Brasil): a troca de Miguel por Jorge, feita por Luciana na novela "Viver a Vida", não aconteceu exclusivamente porque o gêmeo médico era mais bonzinho que o arquiteto, mas porque eles eram iguais fisicamente.

Poderia acontecer também, claro, caso não fossem idênticos, mas somente parecidos. Por mais diferentes que sejam seus temperamentos, personalidades e/ou caracteres, sendo irmãos, apresenta-se o fato de terem comportamentos ou feições que se assemelham. E isso os aproxima, igualando-os em mentes cheias de afeição.
É bem provável que atraiamos pessoas que se interessem por alguém(s) como a gente – seja no visual, ou no jeito de ser, do que por estranhos quaisquer.  Com essas referências, há associações que despertam segundas intenções com mais facilidade. Afirmo, por experiência própria, o quanto é possível (e plausível) que isso venha um dia a acontecer de forma natural... involuntariamente. 

 O que quero dizer (com esse nariz de cera todo) é que, na vida real, buscamos um padrão, mesmo sem querer. Embora nem saibamos ou admitemos, existe um tal modelo ideal. Certamente, o novo pode ser bastante instigante também, passível de agradar o próximo, mas quem nunca conseguiu traçar um paralelo entre muitos de seus (ex) amores e (futuros) pretendentes que jogue a primeira pedra!

Não tem outra explicação, senão científica: é somente a química se esquivando diante à biologia na escolha dos pares em relacionamentos amorosos. Isso me tranquiliza quando percebo equivalências em tão extremos e avessos “plims” por aí – o que não aconteceu quando fiquei encantada por Jeffrey Dean Morgan em “P.S. I Love You”, e ao perguntar o nome do ator, meu amigo respondeu: "Javier Bardem". (ok, total desculpável... é de se confundir mesmo! Com esses dois, qualquer um fica transtornado – eu, COMPLETAMENTE, inclusive!)
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Sem meras coincidências:

Pele morena, cabelos compridos encaracolados, olhos castanhos, óculos de grau, estatura mediana, jeito de menina, idéias de mulher...

Lili era constantemente confundida com Bruna no curso que freqüentavam. Um dia, tomando um suco na lanchonete, alguém comentou sobre suas semelhanças. Foi então que Bruna confessou que aquilo acontecia com bastante frequência. Lili, surpresa, relatou alguns episódios ocorridos com ela, quando a chamaram pelo nome da outra, ou fizeram elogios que sabia não serem a ela direcionados.

Na ocasião, ambas acharam graça dessa confusão toda, mas tamanha coincidência, pouco tempo depois, não seria motivo de tantos risos, mas de algumas lágrimas. Logo após se mudar para São Paulo, Bruna descobriu que o garoto por quem se interessava no clube começou a namorar Lili. Chorou impiedosamente, e só cessou quando percebeu ser lógica a preferência do rapaz por sua amiga.

Uma vez que não morava mais na cidade, Bruna se deu por satisfeita com o ocorrido. Ficou feliz pela escolha feita por Lúcio, que não se distanciou tanto da possibilidade de achá-la bonita e de um provável interesse por ela. Pensou consigo que, quem sabe numa outra oportunidade, quando próximos novamente, sua história com ele poderia, enfim, ter um final feliz.

Totalmente compreensível e tolerável. Fica pra próxima...

Saturday, 15 May 2010

o comedor


As mulheres o amam; os homens, odeiam-no.

Meados de 2006, 19h e pouco. Final do expediente, meu celular toca:

- Alô?
- Alô, Vanessa?
- Sim, pois não...?!
- É o Zé Mayer. Tô ligando para agradecer o convite, mas... blá blá blá

Confesso que, depois que assimilei quem era, não ouvi mais nada direito. Fiquei completamente “sem chão”. O motivo e sua voz marcante não negavam a autenticidade da ligação. Não tinha nem como duvidar... NÃO, não estava delirando!

Era verdade: o galã de "Páginas da Vida" (novela de Manoel Carlos que estava no ar na época) tinha MESMO me ligado. Entusiasmada, telefonei depois, IMEDIATAMENTE, para minha mãe contando o que tinha acontecido! [risos]

Hoje, lembro sem graça sobre isso, porque o entusiasmo com os globais não é o mesmo. Ossos do ofício – com o tempo, se perde o encanto. Na verdade, já não era mais ali, mas tenho certeza que QUALQUER uma ficaria surpresa com uma chamada dessas.

Como pessoa, acho que deve ser um cara legal, humilde, zero marra sobre esse glamour todo de folhetim das nove. E é claro que, como gosto de um coroa, não iria correr se o bicho pegasse (vamos combinar! – não sou de ferro e não vou logo EU contrariar a estatística, né?!).

Mas na ficção, na boa: ou o Maneco gostaria de ser os personagens interpretados por José Mayer, ou... (opa!) deixa pra lá! Só sei que fico put* com as condições dadas para o ator ser sempre taxado como o ‘comedor’ de qualquer novela passada no Leblon.

Tudo bem que ele é um pão, unanimidade entre as mães, tias e avós da minha geração, mas fazer que quase metade do elenco feminino caia na sua lábia (e braços) é demais! Falta de criatividade do autor já, pois acaba que os papéis são sempre os mesmos.

Se a Helena já passou a ter 30 anos nessa, é provável que o protagonista homem também siga esse rumo. E em breve. Fico curiosíssima para saber quem deverá substituí-lo em tão aguerrida missão. Mas com certeza Zé ainda volta – quem sabe como pai, sogro, tio ou avô (sedutor, óbvio! - quem foi comedor, numa perde uma sacanagem).
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sobre o último capítulo...

A única coisa que não curti no final de "Viver a Vida" foi o retorno de Tereza para Marcos – mesmo que isso tenha fica implícito. Não é possível! O garanhão não pode ficar sozinho? Só de raiva queria que Jean conhecesse a Silvia, mãe de Bruno! Aí, “sem querer”, e mais do que nunca, iria ficar tudo em família.

Sem dramas, achei super coerente o fato de Luciana não ter voltado a andar. A razão é racional: tem mais gente na mesma situação que permanece na cadeira de rodas, mesmo com todas as melhoras possíveis, do que volta a andar.

Iria ser muito ‘conto de fadas’, além de todas as mordomias surreais não acessíveis aos simples mortais mais humildes já presentes na trama. Bancar viagem internacional de jatinho, sala de fisioterapia particular, carros adaptados e toda a parafernália à disposição da filha com necessidades especiais só para quem tem culh*o mesmo! – tudo bem, é novela: a Globo paga! (mas, pelo jeito, o Zé Mayer, tem!)

Friday, 14 May 2010

joão ninguém


Na verdade, simplesmente ‘João’.

Ainda não o conheço, nem sei se já é de outro alguém, mas me interessa – e MUITO. Se quisesse, teria um 'Vavá' universo pela frente (opa! - e por trás, em cima, embaixo, de lado, em pé, deitado, sentado...).

Engraçado isso: como uma pessoa pode de uma maneira avassaladora nos deixar afim, de cara. Provavelmente, não seja nem sequer capaz de imaginar o quanto despertou em mim esses desejos nobres, fortes, intensos.

Pode supor, é claro, porque o olhar diz tudo. E mesmo que tenhamos nos visto poucas vezes, sempre houve um clima de flerte no ar, na distância entre nós, ligando-nos mesmo em extremos na pista, salão, ou pertinho, lado a lado, num muro qualquer.

Parece ser um bom rapaz. É do meio, tem estilo, faz meu tipo – sabe como é... (barba por fazer!) Não foi à toa. Agrada-me, rodeia... mas talvez seja tímido como eu, por hesitar uma aproximação mais ousada, “sem” desculpa – e pressa, infelizmente.

É um universo de possibilidades. Tomara que se apresente(m), como e quando tiver que ser. E que a surpresa seja boa, gentil, que me deixe admirada, instigada, satisfeita, curiosa e ainda mais envolvida.

Com tanta paixão viável, adoraria transformá-lo em um "joão bobo" por mim.

Thursday, 13 May 2010

ninho de cobras


O ser humano é um bicho muito estranho mesmo. Quando em grupo, sem poder evitar, e involuntariamente, começam as intrigas. E, ao invés de tentar um acordo, de buscar uma solução contundente, perdemos a cabeça, e aí vem a exclusão e a guerra (desleal, por vezes).

Que tipo de animais somos nós, então? - Cobras, arriscaria a dizer. Ou burros, pelas oportunidades perdidas por pura irracionalidade. A primeira opção, no entanto, explica não somente o desdém, mas as intenções agregadas – e nem sempre do bem.

Por que não tentar melhorar, conversando, ao invés de apunhalar o(s) outro(s) pelas costas? Ruim isso. Meu consolo é poder dizer (orgulhosa) que não sou do tipo peçonhenta. Não MESMO. Fico aliviada.

Ainda assim, sofro - infelizmente. Não estou vacinada, embora já tenha provado de nosso próprio veneno. Talvez para não ser mais atingida por essas picuinhas todas precisasse já ter tomado uma dose maior de soro anti-ofídico... ter pecado mais.


Socorro, olha onde fui me meter!

Wednesday, 12 May 2010

mina


Eca!

Vamos combinar? HORRÍVEL encontrar pentelho no sabonete! (pelo menos na minha visão de moça, porque, normalmente, são os homens que costumam deixar esse tipo de vestígio...) Na verdade, não importa se é cabelo, pelo do peito, ou de onde quer que seja... é péssimo igual.


*Intimidade é uma ‘m’. Vai minando os relacionamentos - e de qualquer natureza.

Tuesday, 11 May 2010

I have a dream


Estamos sonhando, ou o Brasil vai mesmo ajudar a União Européia nessa crise, emprestando dinheiro à Grécia? E mais: Petrobrás engajada em auxiliar a empresa britânica BP na contenção do vazamento de petróleo que assola os EUA? É a globalização tupiniquim.

E Lula é o responsável. Mérito dele. A "Culpa" NÃO é do Fidel dessa vez, é de outro barbudo (talvez o quarto mais popular do mundo... e por que não o terceiro, em breve? Tomara!). *Ah, e do PT, claro! (“pra variar”... )


“Ele é O cara” – assim o atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, já o elogiou publicamente, e os jornais espanhol, El Pais, e francês, Le Monde Diplomatique, confirmaram, este último denominando-o 'l'homme de l'année', em 2009. Até a revista yankee Times se rendeu, elegendo-o como um dos governantes mais influentes do planeta. É inegável sua popularidade, portanto, e não gratuita.

Essa é a hora e a vez de Lula, que aqui conquistou 83% de aprovação no Nordeste, 70% no Sul e 67% no Sudeste. O "semi-analfabeto", como muitos de seus opositores (ainda) só assim conseguem enxergá-lo, superou quaisquer supostas limitações e chegou ao topo – posição que outros colegas acadêmicos jamais alcançaram.

O Brasil reflete a ÓTIMA fase. Trouxemos para cá eventos mundiais como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, quitamos nossa dívida com o FMI (agora somos credores, ELE é que nos deve!), estamos colaborando com outros países, criando laços nunca antes pensados...

Agradamos judeus e palestinos, norte-americanos e iranianos, gregos e turcos (descendentes contemporâneos dos antigos troianos). Surpreendente! Ele é UNANIMIDADE lá fora e, por aqui, até (o pré-candidato tucano à presidência) José Serra o elogia, reconhecendo que é bom para o Brasil... Na boa, quando e com quem isso seria possível?

Realmente, os tempos são OUTROS! Com nossa economia aquecida, hoje somos apontados internacionalmente como o 'país do futuro'. Condições foram dadas para tanto, à população. Os dois governos de Lula elevaram a renda per capta nacional, que cresce 5,3% ao ano.

Aliás, sua distribuição é a melhor desde a redemocratização. O número de pessoas que vivem abaixo da linha da miséria caiu 43%. Além disso, foram criados 12,2 milhões de empregos formais, e o salário mínimo hoje compra 2,2 cestas básicas – mais que o dobro dos índices de 2003.

A situação só tá preta lá nos EUA (e no Mar Mediterrâneo)! Sinceramente, não sei do que tanto esses anti-petistas, que se opõem veemente a Lula, reclamam. Acho que é dor de cotovelo, ou seria pelo dedo no orgulho ferido, ou do braço torcido, língua mordida...

Acordem! Ficar se beliscando, não acreditando no que está diante dos olhos, provado pelos números e estatísticas confiáveis, é estupidez, ignorância, tortura... só vai fazer doer mais, dar dor de cabeça e de garganta também – porque, essa REALIDADE, querendo ou não, vão ter que engolir!

Sendo assim, em ano de eleição, sejamos coerentes e evitemos pesadelos, POR FAVOR!

*Parece ironia colocar esse título no texto, em inglês, inspirado no discurso inflamado e ideológico do ativista político estado-unidense Martin Luther King, mas o momento permite tal analogia e licença poética. Estou inspirada... Eu posso. E você? Também - Now... "Yes, we can".

Fontes: Folha Online 1, Folha Online 2 e Correio do Povo –  este pelo Grazazá.
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passatempo

  • abrace seus amigos
  • acredite em si mesmo
  • ande mais com os pés descalços
  • antene-se
  • aplique o que você prega
  • assuma seus erros
  • beba mais água
  • beije na boca com vontade
  • conheça novas culturas
  • cuide-se com carinho
  • dance sem vergonha
  • diga mais 'sim' do que 'não'
  • durma bem
  • dê atenção às pessoas
  • entregue-se ao que ama
  • escreva cartas à mão
  • estude outras línguas
  • exerça a tolerância
  • exercite-se
  • fale e ouça mais 'obrigado'
  • faça muito amor
  • goze mais e melhor
  • leia mais livros
  • movimente-se
  • não limite seus sonhos
  • ouça musicas que te façam dançar
  • ouse
  • pense positivamente
  • permita-se
  • peça bis quando é bom
  • pratique o bem
  • prove diferentes sabores
  • renove-se
  • respeite a natureza e os mais velhos
  • reveja velhos conceitos
  • se beber, não ligue!
  • seja fiel, sincero e verdadeiro
  • siga a sua intuição
  • sinta o novo
  • sorria sempre que possível
  • subverta vez que outra
  • tenha calma
  • tire alguém para dançar
  • trabalhe com dedicação
  • use camisinha
  • vá mais ao cinema
  • viaje sempre
  • viva menos virtualmente

c'est fini!