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Saturday, 31 October 2009

são sepé tiaraju


O destino é foda. Eu acredito.

Esses tempos estava eu a pensar em heróis brasileiros para escrever no mula ruge, e quis prestigiar minhas raízes, buscando um nome do sul. Baseei-me nas Guerras Guaraníticas para escolher Sepé Tiaraju como um dos três ícones do povo brasileiro que abordarei em breve aqui no blog.

Li uns três textos acerca de sua história e me encantei com sua bravura. Não recordava de grandes detalhes dessas batalhas contra os governos de Portugal e Espanha, em função de acordos intercontinentais que decidiam o rumo de quem aqui morava, a quilômetros de distância dos países envolvidos no Tratado de Madri - causador de tantos conflitos com os povos das Missões, no Rio Grande do Sul.

Lembrava algo do Tempo e o Vento, apresentando Pedro Missioneiro, meu personagem favorito de nossa literatura. Mas escrever aqui me faz estudar mais e foi ótimo porque aumentou minha fascinação pelo tema. Uma coisa leva á outra... Pois estou eu viajando com meu pai pelo interior do RS quando ele me fala que quer me mostrar uma coisa e mudou por instantes o rumo da estrada.

Fomos visitar o local onde tombou Sepé. Meu pai não sabia desse meu interesse por sua trajetória. Fiquei emocionada e contente em visitar o local, embora tenha achado pobre a homenagem a este personagem que deu sua vida para defender nossa terra, seu lar, a cultura e tradição Guarani com sua luta, em defesa dos seus.

Em sete de fevereiro de 1756 o índio morreu onde hoje é o município de São Gabriel. Em 2005 (apenas) foi reconhecido como "Herói Guarani Missioneiro Rio-grandense" pela Lei nº 12.366. Por trás de sua ira contra a expulsão de seu povo estavam os mais de 80 mil indígenas que habitavam aldeias organizadas, conduzidas como verdadeiras cidades.

“Essa terra tem dono” é a frase atribuída a São Sepé, pois sim, ele é tido como um santo popular brasileiro devido a seus bravos feitos. Por vezes me pergunto onde estão as pessoas que fazem a diferença hoje, que não se entregam, que guerreiam por sua honra, em prol do bem-estar geral. Triste penso que não existem mais homens como ele.

Salve, salve Tiaraju! ohohohohohohohohohohohohoho

Friday, 30 October 2009

fade in


Dez anos separam um momento passado do hoje, do agora. Como agir numa hora dessas em que se tem a oportunidade de reviver uma situação? Será que se deve conduzir os fatos da mesma forma que foi feito anteriormente, ou não, tentando se experimentar novas possibilidades?

Eu segui meus instintos e simplesmente me deixei guiar pela emoção. Tentei ser natural, e assim tudo fluiu melhor, como deveria ser. Há entrosamento, intimidade, e isso já é oitenta por cento. Mais coisa a ser sentida, menos coisa que precisa ser dita., pele que combina, que pede mais proximidade.

Minutos assim parecem ter menos de sessenta segundos. Horas assim correm em meias-horas. Depois de vividos, instantes intensos voltam em pensamento nas lembranças do que foi, e a dúvida de um bis vai e volta, revolta, envolve, sabota qualquer intenção nula, alimenta um desejo do impossível.

Cenas dos próximos capítulos nessas histórias são sempre uma novela. E bem poderiam fazer parte de uma história de amor, sem dramas, suspense ou ação negativa. Viva o destino, aquilo que está por vir, mesmo que já tenha sido. Aparece, acontece, encanta e é, simplesmente.

Thursday, 29 October 2009

chá de panela


Bem-vindos à vida adulta.

Essa é minha saudação aos amigos que estão ingressando nesse desafio que é montar uma casa. Morar sozinho tem disso: gastos com a casa - geladeira, fogão, cama, colchão, TV, chuveiro, prato, garfo, lençol, toalha, copos, rádio, computador... tanta coisa! E, assim, ela passa a ser nossa prioridade.

Fiquei feliz em ver in loco o capricho dos novos ninhos amigos. Tão bom ver seus cantinhos montados com tanta dedicação e carinho. Lembrei de como é gostoso esse passo de concretizar o sonho de se ter nossa casinha. Faz tanto tempo que comecei esse tão longo período, e ainda faltam itens em minha ‘construção’.

Um chopinho é uma feira, um showzinho equivale a uma compra de supermercado do mês – analogias impensáveis quando moramos com os pais e os gastos não nos pertencem por inteiro, mas que passam a ser constantes quando o orçamento solo é apertado. Tudo vai pra balança e a casa sempre pesa muito... Faz parte.

O aprendizado é ótimo, faz a gente crescer e dar a prioridade certa às coisas, a valorizar o que antes passava despercebido e sem sentido. Não faz mal a ninguém tal experiência. Adoraria voltar outro dia lá e ver o palácio deles mais equipado, e queria que eles vissem meu solar quase pronto também. Não tem coisa melhor que receber a visita de amigos em casa.

Presentes para casa são sempre bons de se receber. Vou pensar para dar numa próxima viagem alguns apetrechos bem úteis para os novos imperadores de seus mundos. E eu bem que poderia ganhar uns mimos também... adoro plantas, vasos, taças, objetos de decoração...Nossos reinos por nossa felicidade.

Wednesday, 28 October 2009

giga


Os tempos são outros. Antigamente, o tal golpe do baú (ou da barriga) era exclusividade de mocinhas mal intencionadas em cima de coroas nem tão desavisados assim. Hoje, também as mulheres estão sofrendo e MUITO com parasitas desse naipe.

O que mais vemos por aí são reclamações ou insatisfações relacionadas à falta de iniciativa, ambição, parceria masculina numa relação a dois. Homens encostados na situação economicamente confortável de suas parceiras, usufruindo dessa mordomia, sem batalhar o seu, como deveria ser, tem aos montes.

Ok, muitos vão dizer que por tanto tempo foram as mulheres que se aproveitaram, primeiramente de um ‘paitrocínio’, e depois do sustento de seus maridos, sendo assim dondocas a vida inteira. Mas isso era antes, no passado, quando não era permitida às mulheres uma liberdade de escolha, oportunidades de crescimento pessoal e profissional. Hoje acontece bem pouco.

E tudo bem se na atualidade uma mulher resolve bancar um homem – se ela pode e QUER, e este a come bem, a trata como uma rainha etc, mas infelizmente não é isso o que normalmente acontece. Perfeito é quando é bom para os dois, quando o benefício é mútuo.
Existem situações e momentos difíceis, de altos e baixos para ambas as partes, é fato, mas que haja uma mobilização para que se vença junto.

Não me agrada a idéia de ser um peso nas costas (e no bolso) de alguém, assim como não suportaria da outra parte mais tamanho abuso. Já tive meu momento carente e aguentei até onde pude um ‘alejo’ em minha vida. Para mim, não foi bom. Hoje procuro uma relação de cooperação, em que ambos contribuam. Algo diferente disso, para mim não vale a pena.

E fico puta e triste ao ver certos homens conhecidos e próximos meus serem espécimes legítimos desse tipo 'barato', embora às vezes saia (muito) caro. Esse é um papel que poderia ser evitado se a eles o chapéu não lhes cai bem, ou o nome não é bem digerido. Basta reação, antes que o tempo passe e isso seja a única alternativa de vida bacana. Que situação...(!)

Tô fora de um giga em minha vida (por 'giga', leia-se gigolô).

Tuesday, 27 October 2009

ao mestre com carinho


Ouvir que você foi a melhor aluna de um professor é um elogio que devemos levar conosco pelo resto da vida. Ganha-se o dia. Sinto-me uma vencedora com tamanha honra. E a única coisa que tenho a dizer é ‘obrigada’. Aprendi MUITO, principalmente a questionar – e acho que só por isso já vale, sendo que tem mais...

Fico orgulhosa, mas sei que poderia ter sido melhor sempre, e não como acabou sendo na minha pós, por exemplo, quando o trabalho interferiu de maneira tórrida e não me permitiu doar-me por inteiro como antes. Na faculdade, antes mesmo, já foi assim – tanto pelos estágios, quanto pela imaturidade da pouca idade.

Se voltasse atrás, óbvio que me dedicaria mais. Estudaria mais. Nunca fui muito de estudar, porque gosto de prestar a atenção e acabo captando a mensagem durante as aulas e não acredito que uma prova seja a melhor forma de avaliação. Estuda-se um dia antes, fica-se com tudo fresquinho, acerta-se as questões embora não se tenha aprendido de fato.

As melhores lições são as da vida, do contato, do exemplo. Tornei-me jornalista por causa da Eleara Manfredi, minha profe(ssora) querida. Além de lecionar, de ter me dado aulas de História (e Geografia em algum ano) da 5ª à 8ª séries, ela era formada em comunicação e isso me inspirou em muito. Pensava que com o poder da palavra poderia mudar o mundo. E posso, dentro das possibilidades.

Hoje, já vou além e vejo o quanto um palco, um quadro, podem também transformar localmente, intensamente. E esse poder ninguém tira dos heróis responsáveis pela educação. Espelharia-me ainda mais nessa guerreira se pudesse transmitir todo meu conhecimento a algumas pessoas em sala de aula, e ficaria radiante se isso contribuísse para suas vidas, como aconteceu comigo.

O bom é transcender isso e tê-la como amiga. Questiono-me por vezes se ela se orgulha de mim, pois sempre penso que poderia fazer mais e mais, que meu alcance é limitado e minha realidade em função das necessidades cotidianas está viciada, ofuscada, mas não meu caráter, minha formação, meus ideais. E gostaria que soubessem disso.
Esse post é ao meu mestre, com carinho (que é ela, na verdade).

Monday, 26 October 2009

20 e tantos


Não confio em ninguém com mais de 30 anos (e 32 dentes) que ainda não tenha saído da casa dos pais – homens, então, que medo! Raríssimas exceções são ‘perdoáveis', do tipo academia (mestrado e doutorado), saúde (ou doença) e outras poucas, que nem me lembro agora quais...

Acredito ser os '20 e poucos anos' a melhor fase para se aventurar por aí, montar seu cantinho, seja morando com amigos, ou arriscando em relacionamentos, casar... por que não?! Tem que tentar! (nem que seja para quebrar a cara. Faz parte...)

No entanto, é tanta gente que vejo por aí ainda debaixo da barra da saia da mãe, dos pais... Barbados, principalmente. Não sei se é a criação protetora das progenitoras, que embora neguem, mimam seus herdeiros muito mais que as filhas mulheres. Pior pra eles, elas não vêem isso?!


Saí de casa aos 22, por discordar das regras de onde vivia. Hoje, passados quase seis anos, tenho certeza de que tomei a atitude certa - porque, quando volto em visitas, sinto que evoluí. E, o relacionamento com minha família melhorou também. Agora, é só alegrias!

Espero que mais gente tome coragem e seja dona do seu nariz, de fato, e tenha o seu ninho. Vale a pena. Seja para viver uma carreira solo, encarar um casamento, ou a divisão de um apê(rtamento) com roommates.
Qual o jovem que não deseja isso? 

 Não compreendo como essa experiência não tente a tantos... Vai entender!

Sunday, 25 October 2009

just a perfect day


No Rio é o seguinte: tem sol, dá praia! Não tem erro, tá calor. Mas nem sempre vivi essa realidade, bem pelo contrário... E já vi alguns conhecidos se darem mal seguindo essa regra 'carioca'. E até eu sofri por isso nesta minha visita ao sul.

Em Porto Alegre pode estar menos de 5º na rua e nenhuma nuvem no céu. Inclusive, os dias mais bonitos são justamente os frios. A luz fica maravilhosa para fotografar. Quem se aventura por esta arte, sabe.

Saudades da minha K1000 e da sensibilidade por ver entre suas lentes. Boas lembranças de um tempo de hobby caro, mas tão gostoso. Tenho comigo alguns produtos desses dias, de minha audácia, e até certo talento para a coisa. Vou até reve-los assim que possível!

Agora, do frio, só nostalgia mesmo. Prefiro hoje para viver a brisa do mar. Outra luz, imperfeita, forte, clara, mas que me faz feliz e me deixa douradinha o ano inteiro. De qualquer maneira, viva o sol! - seja onde e como for.

Saturday, 24 October 2009

poderosas

Ontem, adentrei um universo de ficção, erotismo, fetiche e poder feminino. Cobri um set do Queer Fiction, encabeçado pelo especialista em subversão sexual social, o pornógrafo Alexandre Medeiros. Foram 12 horas de gravação, muitas fantasias e política – e embora haja relação (tratando-se de sacanagem), isso em nada tem a ver com nossa situação mundial.

O projeto é uma forma de criticar os conceitos atuais (e passados) de estética e comportamento sexual, entre outros ‘poréns’. Nele, há uma transformação da figura feminina em agente e não somente objeto de dominação masculina. Em cenas com práticas de voyeurismo, bifeminino e femdom, com wax, clampers, máscara de gás, corsets, meias-calça, saltos agulha altíssimos e dildo o prazer é explorado por mulheres poderosas.

No elenco, pessoas incríveis, dispostas a exteriorizar sua verdade sexual. Nada é de mentira ali. Da teoria à prática, tudo é mostrado com realismo e objetivismo. Os conceitos de queer e kinky são trabalhados intensamente. E, então, vejo o quanto tenho que aprender MUITO mais sobre sexualidade. Gostei do que vi, e nem acreditava que, no Sul, se produzia algo assim! – com direito à exportação para Europa ainda(!) Tu vê....

Quero parabenizar todos os envolvidos, super profissionais.e atenciosos com minha equipe. E a nós, mulheres, fica aí a iniciativa de que os papéis (sociais e sexuais) sejam invertidos – nem que seja vez que outra, nos momentos mais íntimos – seja na cama, ou não. Vale tudo com consentimento. Não importa o que os outros pensam, pois sagrado é o que se sente e ponto final.

* As matérias sobre o projeto Queer Fiction feitas para o Zona Quente vão ao ar no Sexy Hot em janeiro de 2010.


Friday, 23 October 2009

voando alto


“Senhores passageiros, durante a decolagem, o encosto de suas poltronas deverá ser mantido na posição vertical, suas mesas fechadas e travadas. Observem os avisos luminosos de afivelar cintos. Em caso de despressurização, máscaras cairão automaticamente. Puxem uma delas, coloque-a sobre o nariz e a boca, ajustando o elástico em volta da cabeça. Depois auxilie os outros, caso necessário. Esta aeronave possui seis saídas de emergência: duas portas na parte dianteira, duas saídas sobre as asas e duas portas na parte traseira. Cartões com instruções detalhadas de segurança encontram-se na bolsa à sua frente. Lembramos que o assento de sua poltrona é flutuante. Tenham todos uma boa viagem.”

Ela descia linda pelas escadas, toda maquiada, cabelos presos em coque, de tailler azul marinho, boina, salto alto, meia-calça... chiquérrima. Carregava consigo uma mala de rodinhas – um luxo na época, exclusividade de comissários de empresas de aviação. No peito, as asas da empresa brilhavam num broche. Via nela uma mulher livre, viajada, bela, culta, bem sucedida. Dominar idiomas há 20 anos era privilégio de poucos. Enxerguei ali a possibilidade de um futuro ideal para mim.

Foi assim que quis ser aeromoça - primeira profissão que passou pela minha cabeça seguir. Eu tinha sete anos e ficava encantada, paralisada, quando minha vizinha do andar de cima chegava ou saía de viagem. Pedi para minha mãe me matricular numa escolinha de inglês e comecei a realizar esse sonho. Prática, não?! Sempre fui assim, decidida. Parando para pensar agora, até hoje sou movida visualmente muitas vezes...

Engraçado como certas pessoas nos marcam, influenciam nossas vidas, mas por vezes não sabem como foram importantes para nós. Ao reencontrar a minha ‘musa’ inspiradora no Orkut esses tempos, contei-lhe sobre como interfiriu em minha infância querida, fazendo-me tomar um rumo. Mas não tornei-me uma moça dos ares, e, hoje também não existe mais aquele glamour envolvido à profissão.

Com a democratização das viagens aéreas, perdeu-se o luxo nesse ramo - as refeições a bordo, a pontualidade britânica das decolagens e o bom inglês anteriormente exigido. Por outro lado, ganhou-se em facilidade para viajar, em preços mais acessíveis, em novas companhias e rumos. Foi-se o tempo em que voar era apenas um projeto de Alberto Santos Dumont.

Hoje, por sinal, faz 103 anos que o visionário cientista alçou vôo por cerca seis segundos, 60 metros, e a uma altura de três metros no Campo de Bagatelle, em Paris. Com seu 14 Bis Oiseau de Proie II (‘ave de rapina’ em francês), Santos Dumont foi o primeiro homem a voar de avião, sob os olhares atentos de testemunhas, um público admirado e entusismado. Quando vamos alto nos sonhos, eles acontecem.

Thursday, 22 October 2009

o X da questão


Há dias só penso numa coisa: em comer X coração - com x mesmo, embora também se escreva popularmente 'xis'. A letra se refira ao som da palavra cheese (queijo, em inglês). Chego a sonhar com isso, tamanha vontade e a expectativa de chegar a hora. Sou apaixonada, não nego. Suculento, giga, bem gordo... salivo só de pensar! Dedico a ele esse texto de hoje.

Infelizmente, não existe a cultura do coraçãozinho no Rio, tampouco a do X. Na verdade, até tem uma lanchonete no Catete (Tchê Lanches) que vende o ‘veneno’, e a um preço ótimo. Vale pela iniciativa, mas não é a mesma coisa que os clássicos gaudérios. Meus preferidos são os da Lancheria do Parque e também o do Cavanhas. Mas encaro qualquer um na boa - aqui, em Porto, onde for. Sempre arrisco.
Para quem não é gaúcho, acostumado a essas big excentricidades de nossa fat gastronomia, vou explicar mais sobre esse que é meu sonho de consumo estando longe da querência, uma das coisas que mais me fazem falta aqui hoje e que me deixam com saudades do sul. É bem simples, na verdade... e uma delícia!

Ingredientes:

Pão


Tem que ser específico, grande, do tamanho de um prato lanche. Eu prefiro pão cervejinha, porque fica mais crocante, mas pode ser ‘massinha’ também.

Recheio




- coração de galinha (VÁRIOS, espalhados por toda a superfície do pão)
- maionese
- tomate picado (pode ser em rodelas também, mas para comer na mão o sanduíche é melhor que venha em cubinhos)
- alface
- milho verde
- ervilha
- ovo frito (pode pedir sem também)
- queijo (mussarela ou prato/lanche)
- catchup e mostarda a gosto (no meu caso, só o vermelho... e olhe lá!)

Frita-se o ovo e, assim que pronto, coloca-se uma ou duas fatias de queijo em cima. Enquanto isso, os corações também são preparados na chapa quente. Corta-se o pão na metade, e na parte de baixo, passa-se MUITA maionese. Depois, coloca-se uma ou duas folhas de alface, tomate cortadinho, milho, ervilha e o coração - que ficará por cima de tudo, preenchendo toda a área do pão. Por cima do coração, vem então o ovo e o queijo. Tapa-se o monstro e pronto: chapa nele!

Pode parecer péssimo, mas é uma iguaria. Amo. Há ainda os X “baleia” mais calóricos, como os que tem bacon ou calabresa, lombo de porco ou pernil, ou tudo junto misturado (num ‘X tudo’ MEGA). Já comi muitos... Hoje, não dou conta nem da metade, confesso. Mas admito que uns pedacinhos de bacon dão um tchan todo especial ao sabor do coração (o que é um peido para quem tá cagado, não é mesmo?!).

Como a maioria dos sanduíches apreciados no Rio Grande, esse prato (sim, porque o X Coração é tão grande que vale por uma refeição MESMO) é feito na chapa. Vem prensado – o que é ótimo porque evita que todos os milhos, ervilhas e afins caiam para todos os lados enquanto comemos segurando-o com as mãos. Os tímidos que preferirem, podem come-lo no prato, com auxílio dos talheres.

Hoje é dia de me esbaldar e acabar o que estava me matando... a saudade! Depois desse chute no estômago, uma Polar estupidamente gelada para brindar com os conterrâneos o que o sul tem de melhor. Adoro esse ritual. Desde que desgarrei, sigo o protocolo direitinho em todas visitas que faço. Facchini e Ildo que aguardem a mim e à ‘(Gram)Polinha’ na Lanchera logo mais, à noite! Culpa dele.

Hasta!

*para poder visualizar melhor o X em questão, olhem as fotos das diversas opções de X (mas contemplo o de minha preferência, claro) no site de uma lanchonete do Menino Deus, o  Agápio Lanches.

Wednesday, 21 October 2009

best wishes


Não sou uma pessoa difícil de satisfazer. Fico feliz com pequenas grandes coisas que fazem a diferença e me realizam. Acredito no amor, em amor à primeira vista e no casamento (seja lá como ele for... e o quanto durar). Agrada-me estar rodeada de amigos, encontra-los na praia ou em petit comitès, e faço questão de jantinhas e almoços de domingo.

Gostaria de morar numa casa com jardim, grama, rede, cozinha grande aberta à sala, churrasqueira e uma mesa de sinuca básica pra receber os convivas com uma cervejinha no verão e com uma lareira e um bom vinho no inverno. Queria também ter uma Doblo na garagem para poder levar os cachorros para dar um rolé, mesmo longe. Ah, e se pudesse, colocaria um ofurô na cobertura... aí seria um luxo!

O objetivo é constituir uma família aqui, poder criar os filhos com valores de liberdade e responsabilidade, soltos no quintal, pés no verde, sentindo o calor do sol na pele, respirando ar fresquinho. Se eu me pilhasse, faria até um curso de jardinagem para mexer com a terra, cuidar das flores e fazer uma cerca-viva para deixar os limites mais aprazíveis, afastando o frio dos muros, infelizmente necessários quando se mora na cidade. E o lixo, sempre saparado...

Nos finais de semana, sairia da rotina. Pegaria a estrada com o amado para algum lugar intimista longe do barulho e do agito da metrópole. Poderia ser na montanha ou no litoral, mas confesso que prefiro para ocasiões especiais assim o aconchego de um clima mais temperado. Ver a paisagem a perder de vista da varanda do quarto num abraço, acalmaria-me por um tanto... Ser sempe carinhosa, não deixar pequenos problemas abalarem a relação, e não levar trabalho pra casa colabora para a harmonia.

Viver num bairro mais tranquilo, e numa casa, se mais longe, seria o ideal de vida. Adoraria visitar vez que outra minha mãe na Urca e sentar na mureta em fins de tarde com ela a trocar idéias e rir da vida. Ficaríamos mais unidas aproveitando a maturidade. Mostraria também o Cristo ao fundo para quem é de fora e está aqui de passagem conosco. E para quem ficou no pago, a certeza de nos ver em pequenas estadas vez que outra, em alguns feriados.

Acordaria cedo, faria exercícios, daria um mergulho, me atualizaria sobre o mundo, cozinharia bastante, cuidaria do ninho, ouviria música, faria meu trabalho, brincaria e contaria histórias para as crianças, passearia com os cachorros, leria um bom livro, jogaria meu volei, meditaria, escreveria, veria um filme, faria muito amor, e, assim, nem veria o tempo passar. Respiraria aliviada por poder planejar um futuro sem estar no vermelho.

A vida perfeita não existe, mas não custa pensar a respeito, ver o que se pode fazer para que se chegue o mais próximo do que se quer. Eu já sei o que eu busco. e pelo o que não anseio.. esses são os primeiros passos - os mais importantes, creio. Outro ‘segredo’ é fazer o que se gosta, ganhar dinheiro com prazer. O grande lance agora é achar companhia para se sonhar junto e seguir em frente feliz.

Agradeço pelo o que conquistei até hoje, pela saúde e oportunidades a mim concedidas, mas não deixo de pedir pelo futuro, de fazer por onde. O universo conspira e a vontade rege o mundo. Só quero sorte para ajudar, pois muita coisa ainda está por vir. E que venha, merecidamente, para todos - como tem que ser. Esses são os meus votos. Essa é a minha filosofia.

Tuesday, 20 October 2009

paixão pelos gramados


Essa minha tara nasceu da necessidade de conforto. AMO me sentir segura, protegida e encontrar tal sensação no peito quente de meu parceiro. Na verdade, não de qualquer parceiro, claro (muito menos QUALQUER peito!).
Se mulher tem que ter ‘gente em casa’, homem então... pra mim, é obrigatório! Tem que ter um “tapetinho”, senão, não tem graça. Peito liso, socorro! Na verdade, tem que ser na medida: nada muito amazônico, nem mata pelada. E pelo nas costas, jamais, por favor.
Entendam bem: adoro um peito masculino cabeludo, peludinho, másculo, bonito, forte, que me acolha e me dê amparo. Aprecio e almejo para mim um “carpetinho” onde eu possa me afagar e dormir tranquila - natural a qualquer mulherzinha, suponho. Além do mais é sexy, né?! Gosto que me enrosco! Incrível.
Já falei aqui algumas vezes sobre depilação e ansiava poder mostrar minhas preferências nesse sentido. Desculpem-me as frescas, mas pelo em homem é essencial (de pelada, basta a gente). Faço aqui a minha campanha, até porque o 'caminho da perdição' a gente sabe muito bem aonde vai dar... e dá mesmo.
Viva os retrossexuais, os old school cuidadinhos, machos nos trinques. Tô fora de metrossexualidade. Refiro-me aos homens que depilam o peito (em sua totalidade, e não só o ‘aparam’ quando necessário), que não estão com nada! - não ao MEU ver, evidentemente.
Ainda bem que tem gosto pra tudo, pois nem todo mundo joga no meu time. Por enquanto, sigo na torcida pelo próximo campeonato, sem perder as esperanças de um saldo positivo de gols (e nada de zebras, ursinhos ou frangos...).

Monday, 19 October 2009

hohoho

Já é natal no Saara!
(ou seja, o ano praticamente já acabou...)

Passado o Dia das Crianças, agora o que resta é fazer os pedidos de final de ano, ver se o ‘bom velhinho’ vai ser generoso... Na verdade, o ideal é conseguir se organizar para realizar todos os projetos cabíveis ainda em 2009.

Nem vou entrar aqui no mérito do tempo, dizer que passou voando e tal, porque isso já sabemos. Já está manjada a pressa dos dias. Não entendo isso... antes demorava horrores, hoje, quando se vê, já foi!

No trabalho, estou gravando os últimos programas de dezembro. Vivo dois tempos simultâneos – na verdade, três... Já acostumei até com isso, de pensar em fases diferentes ao mesmo tempo. Faz parte, mas não é o ideal.

Será que é por isso que não sentimos o passar das horas? Porque estamos justamente pensando em outros momentos, sem viver o presente, o AQUI E AGORA...? Pode ser. Com a tecnologia atual e a enxurrada de informações que nos chegam, passamos a fazer isso com mais frequência.

Estamos sempre com a cabeça lá na frente, prevendo os fatos, antevendo os problemas, tentando planejar da melhor forma o futuro. Mas e o presente? Ah, vou caprichar no pedido ao Papai Noel este ano. Fui uma boa mocinha, me comportei direitinho! Mereço... E então já mudamos o rumo das coisas. O hoje não importa mais - já é, foi.

Piscou, é natal. Hohoho!
(sinceramente, não sei descrever como me sinto a respeito... e nessa dúvida de sentimentos, identifico-me com a personagem Enriqueta, do magnífico cartunista argentino Liniers, que ilustra o post de hoje).

Sunday, 18 October 2009

fique ligado!


Domingo passado participei lá em São Paulo do ‘A gente precisa conversar’, um programa de rádio muito legal, comandado pela personal sex trainer Fátima Moura. A expert em sexo trabalha comigo no Boa de Cama do Sexy Hot, à frente do quadro Posições Eróticas.

Dezenas de pessoas entram em contato com a Nativa FM contando seus dramas, em busca de uma solução. Os problemas podem parecer bobos numa primeira análise rápida, mas se formos nos aprofundar nas reais razões que fazem isso acontecer, meu Deus...(!)

As dúvidas sexuais são tantas, o medo, o preconceito e a ignorância também. É um laboratório social, psiquiátrico, antropológico. Incrível poder conferir de perto a quantidade de gente que está perdida, tentando se achar. E o veículo oportuniza essa rapidez de idéias, essa fluidez de assuntos, além do contato próximo com os ouvintes.

Lembrei-me dos tempos que trabalhei na Ipanema FM, lá em Porto Alegre, - dos momentos no estúdio, dos telefonemas e sorteios, da ajuda ao Edu (Santos), do fascínio das ouvintes com a voz dos comunicadores, da intimidade criada pela voz... É um universo mágico esse, cheio de mistério, vínculo e calor humano.

Espero poder participar outras vezes e ajudar esclarecendo o que for necessário quanto à realidade que vivo e em que trabalho. Sempre é bom poder ajudar, mesmo que seja com a pouca experiência que temos. Gratificante isso: saber que tem do outro lado alguém a quem tuas palavras servirão, que precisa te ouvir.

E para quem quiser e tiver o que falar, é só ligar no 11 3771-3831, ou mandar uma mensagem por este link: http://nativa.band.com.br/email/fatima.htm. Eles respondem a todo mundo. O programa vai ao ar nos 95.3 FM de São Paulo e arredores, todos os domingos das 22h às 2h.

*O trabalho da Fátima pode ser conferido no site dela: http://www.fatimamoura.com.br/.

Saturday, 17 October 2009

menos e muito mais


Hoje, à meia noite, começa o horário de verão.

A-m-o! Curtir o dia mais tempo, até tardão com sol, agrada-me imensamente. Acreditem: nessa época, o sol se põe por volta das 21h
em Porto Alegre. Algo incrível de se ver! - ainda mais à margem do (rio?) Guaíba, tomando um chimarrão. Coisa boa...

Bom, mas aqui no Rio, onde moro agora e espero que por MUITO tempo? Lindo mesmo é ver o povo se despedindo do sol de cada dia com orgulho aos aplausos mirando a bela cena (cinematográfica, admito) do astro-rei sendo engolido pelo tubarão formado pelo Dois Irmãos.


Esse acréscimo em uma hora no fuso oficial veio para trazer benefícios como o da economia de energia, uma vez que deixa os dias mais longos. Essa medida, lançada nos Estados Unidos, por Benjamin Franklin, em 1784 (num período que nem existia luz elétrica), só funciona nas regiões distantes da linha do Equador.


Apesar de dizerem que mexe com nosso relógio biológico de maneira prejudicial à saúde, não sinto como um problema tal mudança.
A rotina fica ótima, ainda mais para notívagos como eu. É bem verdade que sentimos um certo desconforto nos primeiros dias, mas depois acostumamos - tanto, que lamentamos seu fim próximo ao carnaval.

Que essa troca, esse encontro de tempo, traga muito mais que um saldo econômico e menos sobrecarga no horário de pico. Que essa uma hora a menos nos dê muito mais, sem nos tirar nada além de 60 minutos, que recuperamos rapidinho ao longo dos dias longos de verão em que se tem tanto a fazer.

Friday, 16 October 2009

saber viver

É preciso...

Aquela máxima de que homem não chora, que eles são (e tem que ser) fortes, está acabando com a saúde dos cidadãos do sexo masculino no país. Na verdade, não só aqui, mas o Brasil hoje está se mobilizando para reverter esse quadro.

A Política Nacional de Saúde do Homem foi lançada pelo Ministério da Saúde para gerar uma mudança cultural. Objetiva-se criar mecanismos para melhorar a assistência oferecida à população masculina, facilitando e ampliando seu acesso aos serviços de saúde.

Os machões acabam procurando por ajuda somente quando já estão numa situação-limite. Eles tem medo de descobrir que tem alguma coisa e então evitam admitir qualquer 'fraqueza'. Esse comportamento impede um diagnóstico precoce e a prevenção de doenças que, por questões culturais, acabam sendo descobertas tardiamente.

E por não se cuidarem, os homens vivem, em média, sete anos menos do que as mulheres e tem mais doenças do coração, câncer, diabetes, colesterol e pressão arterial mais elevadas. A cada três mortes de pessoas adultas, duas são de homens. Essa realidade é um problema de saúde pública.

O ideal é que 2,5 milhões de homens na faixa etária de 20 a 59 anos visitem os consultórios médicos ao menos uma vez por ano e deixem de procurar o serviço de saúde somente quando perdem sua capacidade de trabalho. É isso que normalmente (e infelizmente) acontece.

Anos a fio, por gerações e gerações, os homens foram criados para serem fortes, não se deixar abater e serem os provedores, os ‘caçadores’. Acredito que também o fato de ELES acreditarem que não devam expor seus sentimentos os sufoque ainda mais.

Considerando toda essa situação, mais uma vez questiono-me sobre quem é o sexo frágil. Sinto-me aliviada de ser mulher e poder me mostrar “mulherzinha”, assumindo que preciso de cuidados e que sou movida a sentimentos.

Os homens devem (aprender a) se permitir. É preciso que aproveitem a vida, que saibam viver – mais e melhor. Nós (parentes e amigos) agradecemos e aceitamos mais beijos, abraços, 'eu te amo' e afagos livres de medos, preocupações e limites sociais.

Thursday, 15 October 2009

fim dos tempos


Não adianta... por mais romântica que eu seja, tenho que admitir: a razão deve prevalecer sempre sobre a paixão, o amor, o tesão, qualquer sensação ou sentimento. Ela é a mãe do saber.

Prometo não mais me deixar levar por fraquezas momentâneas, por prazeres rasos e efêmeros, gastando minhas energias com o que não importa. Foco é tudo para quem quer acertar!

O pior é que já sabemos da burrada cometida no ato, na hora, sem nem precisar depois de ninguém falando que nos avisou... Vamos contra os sinais, contra o óbvio até o aceitável. E a consicência pesa sozinha, calada, arrependida.

No meu caso, não. Foi um alívio tentar e errar novamente. Assim, tive a plena certeza de que 'deu'. Chega! Aprendi minha lição desacertadamente, mas ainda a tempo. Achei-me ao me perder.

Tudo acontece sem pressa, quando e como tem que ser.
E chega uma hora em que temos inevitavelmente que dizer e praticar o não de maneira saudável, afastando o que não 'é' da gente. Por favor.

Eu bem acreditei em algum momento que pudesse estar ali minha felicidade, meu futuro, mas não... MESMO. Ainda bem. É o fim de um reinado, de uma situação não tão boa em minha vida.

Antes tarde do que nunca se ter tal noção... Só assim dou condição, espaço e oportunidade de algo realmente de bem, positivo e ideal, chegar até mim. Os caminhos estão livres, abertos. Que venha!

Wednesday, 14 October 2009

florzinha


Como uma ‘lilica’ deve ser?

Tem mulher insatisfeita com a sua, sabia? É, e não há nada que uma cirurgia plástica não resolva... Descobri isso trabalhando. Gravamos uma matéria a respeito, com depoimentos de gente nas ruas, de um cirurgião e da toda plastificada Angela Bismarchi.

Aumentar ou diminuir os lábios, ajeitar os "chicletinhos".. Não vejo problemas em querer melhorar a aparência de seus órgãos genitais, de te-los de maneira mais atrativa ao outro e para si mesmo (ao passo que levanta a auto-estima - o que importa, na verdade). Acho que esses recursos estão aí para isso - como o silicone. Afinal, por que um poderia e o outro, não? Ambos são recursos estéticos.

Agora, há maneiras mais simples e menos radicais de ficar mais bonita lá embaixo. Depilar ou aparar os pelos, clareamento da pele, hidratação, uma boa assepsia... Vale tudo para se deixar os países baixos nos trinques. E para os homens vale a mesmíssima coisa (inclusive, quanto mais pelo, menor o pau... Cuidado!).O primeiro passo é se depilar mesmo.

Deixo aqui a minha dúvida: como os homens gostam que a ‘perseguida’ seja encontrada? (pergunta infame...) Visualmente, como ela fica irresistível? - peladinha, como um carpetinho, bigodinho de Hitler, Mata Atlântica (? - Sim, tem louco pra tudo...), ‘animada’ com formatos tipo coração, seta etc. Há muitas opções de looks.

Eu não sou chegada na carne, mas suponho que os homens tem fetiche quanto a isso... E a mulherada, como prefere o visual de sua ‘dita cuja’? Ok, vale uma enquete depois, mas pensando agora o que me passa pela cabeça é algo clean, lisinho, de fácil manuseio e doce ao paladar. Estou errada? Será que ambos concordam comigo nesse ideal de ‘flor’?

Como capricorniana típica, nunca fui muito de ousar, embora sofisticação seja comigo mesmo (indícios de minha lua em Libra)! Há anos tal investimento faz parte de meu orçamento mensal, mas o ritual sempre foi o mesmo até... ontem, quando decidi fazer diferente, experimentar. E gostei. Pelo que me conheço, devo seguir assim até... resolver mudar de novo.

Tem que ser ao gosto do freguês. Linda e gostosa, atendendo ao padrão de olhares exigentes e de refinados paladares - seja dele, dela e/ou o seu próprio. Tão bom se gostar, seja naturalmente ou depois de uma intervenção. O que vale é ser feliz.

Tuesday, 13 October 2009

forever young


A MTV Brasil completa na semana que vem 19 anos. Ouvi uma vez que esta é a idade que todas as mulheres deveriam ter eternamente. Ah, se eu pudesse voltar a esse tempo... (provavelmente não faria de novo todas as burradas próprias da falta de maturidade, responsabilidade e noção adolescentes). E com TV, como funciona?

A MTV de hoje não acompanha mais seu público de antes. Antigamente, (ou)víamos música no canal de televisão cuja proposta era esse. Hoje (e já há MUITO tempo que) tem-se mais programas de auditório, comportamento, humor (ou de mau-gosto?), do que videoclipes em sua programação. Infelizmente. Nem na madrugada, no horário do bom e velho 'Clássicos' ando vendo hits exibidos em dinossauros da computação gráfica, com cabelos e figurino démodé.

O tempo passou, os recursos e a linguagem mudaram, mas num mesmo canal de temática tão democrática deveria ter espaço para todo mundo - com programação mais rica, inteligente, diversificada e com gente experiente no ar TAMBÉM, por que não?! Só assim para manter pessoal old school ainda ligado. Os espectadores da Music Television agora são outros, nasceram nos anos 90. Não viram o brotar dessa mocinha, que já não é mais TÃO novinha assim.

QUERER ser jovem é diferente de SER. Eu penso nisso direto e, para mantê-la no ar com audiência e qualidade bacana, como antigamente, faria algumas mudanças - e logo.
Esse é meu desejo de aniversário para ela. Que soprem as vel(h)inhas! - hilário.

Monday, 12 October 2009

splah


O Dia das Crianças é hoje, mas foi ontem que voltei às sapequices de minha infância querida. Esbaldei-me sozinha, com recordações prazerosas dessa fase de descobrimento, sem tanta inocência - pelo menos nesse meu caso. Sempre fui esperta e um tanto 'avançadinha', mas isso não me tirou nem um pouco a beleza e o tempo certo de cada etapa. A tremedeira é travessura de menina que está crescendo. Coisa boa ter revivido isso.

O momento foi propício. Deparei-me também, depois, com uma situação nostalgica, indo a um reencontro que me trouxe lembranças boas de família, de tempos que não voltam mais. Fui jantar com familiares que há muitos anos não via, e me senti bem revisitando essas páginas de minha vida. Tive satisfação em ver que cresci e que as pessoas se surpreendem positivamente ao saberem de mim agora. E eu com elas, claro. Estou refazendo laços que nunca deveriam ter sido desfeitos, ou deixados de lado, apenas de enfeite. Esse é o lado bom de crescer e de sermos nós os responsáveis por certas circunstâncias que só dependem da gente para acontecer. Fico feliz. Espero repetir esses momentos mais e mais.

Adorei esses dois 'mergulhos'.

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Minhas dicas para o dia de hoje são:

- o blog do brinquedo (http://www.blogdobrinquedi.com.br/)
para voltar a ser criança. É MUITO bacana - com várias novidades e algumas coisas que nos trazem saudades;

- oversexy sexstore (http://www.oversexy.com.br/)
para gente grande que não dispensa uma brincadeira na hora H. Tem de TUDO para tirar o sexo da rotina e apimentar ainda mais a cama de todo mundo;

- brincar com uma criança
AMO. Revigora-me. Quando faço isso tenho a sensação de que minhas energias foram renovadas. Fazer uma criança sorrir hoje (e sempre), faz bem pro coração e pra pele, rejuvenesce mil anos.

Sunday, 11 October 2009

aluga-se


É inevitável, incontestável e impagável o comportamento humano em determinadas situações, reagindo a elas, a seu contexto. Uma característica notável, consequência de um momento solitário, confuso, vazio e cheio de saudade, é a carência. E isso acontece e é super visível quando mudamos de cidade, por exemplo.

Ao enfrentamos esse desafio, deparamo-nos com um universo novo a nossa frente. Aprendemos a lidar com culturas e pessoas diferentes, com valores estranhos e de repente até incompreensíveis e inaceitáveis por nós. Crescemos naturalmente, ou na marra. Amadurecemos muito. A cada hora que passa, envelhecemos dez semanas.

Pois é, bem-vindos a vida adulta! - sempre digo isso aos amigos quando eles se deparam com essa (dura?) realidade: sair da casa dos pais e ficar pelado para o lazer (Opa! Pelado = a estar sem grana, mas nesse sentido poderia até ser nu mesmo que tava valendo...). Agora, o aluguel, as compras do supermercado, as contas todas tomam o lugar das anteriores e inúmeras cervejadas durante a semana.

As prioridades mudam, e com elas vem a responsabilidade. O tempo passa e nem todo mundo nos acompanha por este trajeto. Infelizmente, alguns amigos ficam para trás, e em tantos outros casos, é a família que permanece na cidade natal, longe da gente, quando nos mandamos e ganhamos esse mundão sozinhos.

E então, no quê acreditar? Com quem 'colar'? A gente acaba ficando mais sensível mesmo, sem ter plena certeza de como proceder. Claro que isso não é regra, que tem muitos pedregulhos espalhados aí pelo planeta, sendo indiferentes a essa sensação que já vivi e recentemente pude comprovar estar mais presente na vida alheia do que imaginava.

Às vezes queremos só conversar com alguém nosso, sentir-nos 'em casa'. É bobo isso, mas é muito real. O único porém disso tudo, ao meu ver, é nossa vulnerabilidade e propensão a sermos menos exigentes com questões simples, que antes não seriam aceitas, mas que 'deixamos ser' hoje, em função de não conseguirmos vislumbrar algo melhor para a gente.

Aí que mora o perigo... e já caí nessa armadilha do destino, mas já me vacinei. Estar sozinho hoje significa não um problema, mas uma possibilidade. E não há nada que o tempo não cure, não traga de volta, se for o caso. E nessa onda que me questiono se um revival, se voltar num 'assunto' por vezes já ultrapassado, já conhecido (em seus prós e contras), é uma boa alternativa quando a carência pega.

Bater na mesma tecla, receber aquele afago manjado, mesmo que já dispensado antes, e ainda só sirva para o 'aqui e agora', ao mesmo tempo que pode dar dor de cabeça, pode render uma noite memorável, ou então nada rolar... e perceber-se que só restou amizade mesmo, apesar do tesão. E isso é possível. Na falta, a gente “aluga” (nem que seja por algumas horas apenas). Adoro e odeio essa possibilidade!

Saturday, 10 October 2009

só ele salva


Fiquei surpresa ao saber que o atual presidente dos Estados Unidos, e, por isso, o homem mais importante do mundo, Barack Obama, ganhará em dezembro próximo o Prêmio Nobel da Paz. O anúncio foi feito ontem.

Acredito que devam ter outros trabalhos mais importantes e eficazes nesse sentido. Não que os esforços do bonitão para o desarmamento nuclear, motivo por sua condecoração não sejam bons (maiores que o de seus antecessores), mas penso ser cedo para tamanha honra.

As esperanças de um mundo melhor são tão ansiadas que mal se trabalhe para isso e já vem os louros. Ter a paz como objetivo é super louvável, ok, mas há MUITO mais o que precisa ser feito em nível mundial para que isso seja uma realidade. Parece a mim ser mais fácil vangloriar os grandes a enxergar a batalha dos pequenos.

Gostei da proposta de Fidel Castro, que sugeriu o colega boliviano Evo Morales para a premiação. Segundo ele, o indígena, assim como afro-descendente estadunidense, venceu preconceitos e chegou à presidência. As intenções do líder do país racista e hegemônico em resolver a crise econômica ajuda a melhorar sua imagem mundialmente, elogia Fidel.

E alerta: mesmo que seja sua vontade, o sistema político e econômico de Cuba não será mudado por Obama. Esse, além de outros tantos ‘poréns’ mundo afora, não deverão ser mexidos em curto prazo. Há tanta responsabilidade em sua nova era de compromisso que espero que ele faça bom uso, ou uma boa doação, dos US$ 1,4 milhão que vai ganhar. E de seu poder, popularidade e respaldo, claro.

Salve, Obama!

Friday, 9 October 2009

na mira


Ele teria hoje 81 anos se não tivesse sido capturado e executado em La Higuera, na Bolívia, há exatos 42 anos. De repente, e bem provavelmente até, não passaria mesmo dos 39. Nossos ídolos morrem cedo, não vivem tanto para críticas, para o esquecimento.

Ernesto Guevara de la Serna, o eterno Che, é um mito revolucionário. Depois de Jesus Cristo, é o rosto mais conhecido mundialmente – isso, numa época sem internet, de ainda quase nenhuma globalização.

Duvido que Obama ganhe um dia em tanta popularidade. Seria uma comparação como a do sucesso de vendas de discos de Michael Jackson em tempos de MP3. Jamais haverá ícone político como ele, assim como nenhum outro artista venderá mais que Michael.

Che cairia em desgosto profundo ao saber que virou grife na sociedade de consumo, contra a qual sempre lutou. Culpa do fotógrafo Alberto Korda que o imortalizou como El Guerrillero Heroico antes de sua morte, ou do artista plástico Jim Fitzpatrick que disponibilizou sua imagem para reprodução no que seria os primórdios do copyleft?

Seria uma injustiça a Korda, que nunca ganhou um centavo pela foto. É a carência por heróis num mundo tão cruel e injusto que propicia isso. A falta de valores e ideais nos deixam saudosistas, e por isso o apego a sua figura de mártir. Necessitamos de inspiração para manter a esperança de dias melhores.

E por falar em futuro, a grande dúvida é Cuba. A ilhota caribenha, largada economicamente 50 anos atrás, sobrevive há meio século a um embargo econômico que limita seu crescimento, sua sustentabilidade.

Apesar disso, se mantém como exemplo em diversos quesitos. Foi o primeiro país do mundo a erradicar o analfabetismo e lidera, segundo a Unesco, em qualidade de ensino. Fora a educação, a saúde também é bastante forte. Vê-se tal benefício no sorriso bonito de sua gente. Os dentes caem junto às máscaras.

As sanções mundiais contra Cuba tendem a diminuir, apesar dos pedidos contra dos Estados Unidos. Raul Castro, que substituiu Fidel em 24 de fevereiro do ano passado no governo de Cuba, promete eliminar proibições, após o mandato de 49 anos de seu irmão mais velho no poder.

Gostaria de conhecer a ilhota antes da morte de Fidel, que infelizmente se aproxima a cada dia. Se o sistema não aconteceu de maneira ideal por lá foi em função dos bloqueios que sofreu. Não se pode ser feliz sozinho, ainda mais em questões políticas.

Che segue na moda, e Fidel está na mira. Sorte a Raul!

Thursday, 8 October 2009

co(m)cota


Embora Maneco (como é conhecido informalmente o autor Manoel Carlos, pai de tantas Helenas) diga que se inspira no cotidiano para escrever seus personagens, a distância entre eles a realidade não aproxima o público da trama de Viver a Vida, sua atual novela. Uma protagonista negra, vivida pela bela Taís Araújo, a primeira em horário nobre, casou-se com o galã Zé Mayer, o milionário Marcos, e passa a ostentar uma vida de status, glamour, fama e futilidade.

A prova disso foi a compra de uma égua campeã para sua amada. À beira da falência, o coroa não poupou esforços para atender aos caprichos da modelo internacional e a presenteou com um equino precioso. Detalhe: ela nem ao menos monta! Isso me incomoda um tanto. Não vejo verossimilhança nisso - não nos protagonistas, ao menos, que vivem uma história de conto de fadas... No segundo calão, sim,! Esses vivem mais próximos do que vemos nas ruas e temos como uma sociedade 'normal' – sejam negros, ou não.


O folhetim não mostra uma família negra humilde, embora tenha problemas de outra natureza - como qualquer outro núcleo familiar comum. Ok, sem problemas, porque assim como os Toledo, milhares de tantos outros negros vivem numa condição boa de vida, trabalhando, conquistando seu espaço ainda mais numa sociedade tão discriminatória e de poucas oportunidades para quem não vem de berço, para quem tem que enfrentar mais dificuldades que os outros porque sua cor é diferente, mais escura. Nesse núcleo mesclam-se viagens de helicóptero a visitas à favela.


Quanto à Helena ser negra, vejo isso com a maior naturalidade. Afinal, num país de maioria negra ou mestiça, demorou-se MUITO, inclusive, para ver uma perfeita exemplar de nossa sociedade neste papel – talvez o mais sonhado na carreira de qualquer atriz. Fora a pele, a idade é outro diferencial que Taís vem experimentando. A atual tem apenas 30 anos, diferente das outras interpretadas por Lilian Lemmertz, Maitê Proença, Vera Fischer, Christiane Torloni e Regina Duarte, que eram mais maduras.


O que eu gostei foi da iniciativa de se manter os relatos de ‘gente como a gente’, falando de suas superações. Acho esse um forte e importante apelo social, um veículo que dá certo ao passo que atinge a população pelo sentimento, pela realidade e verdade acessíveis, próximas. Acredito bem mais no encerramento da novela, do que nos passeios de conversível ou iate em Búzios. Nota dez também para a naturalidade sensual de Giovanna Antonelli. A ‘outra’, nesse caso, é mais palpável que o inalcançável diamante negro.

Necessidade dos tempos, ou uma atenção ao politicamente correto, o fato é que essa seja a primeira de muitas outras protagonistas negras. E agora, tão cedo, já se tem, simultaneamente, outra protagonista negra – Camila Pitanga (tão linda como), em Cama de Gato que estreou agora, esta semana. A última, mais do povo, menos caricata high society, menos Leblon, mais pé no chão. Que elas cumpram seus papéis, com ou sem cotas, faxineiras ou cocotas...

Wednesday, 7 October 2009

com-paixão


Ok, estou uma semana atrasada... Dia 01 desse mês a II Revolução Comunista Chinesa completou 60 anos. Hoje, a China mostra-se como a grande promessa econômica do século XXI, com seus mais de um 1,3 bilhões de habitantes, sua economia que já é a terceira do mundo, estando atrás somente do vizinho Japão e dos imponentes Estados Unidos. Apesar da crise desde o final do ano passado, só cresce economicamente. E ainda em 2009 já conseguiu superar as expectativas para o período.

Mas toda essa prosperidade deu-se em meio a uma conturbada política interna que por muito tempo massacrou E AINDA compromete a liberdade com sua ditadura – cultural e ideológica. Em 1949, o Exército Popular de Libertação funda a República Popular da China e Mao Tse Tung se torna presidente daquela nação gigante em dezembro daquele ano. O novo governo se deparou então com um país imenso, populoso, desorganizado e falido. A China pós-revolucionária era atrasado em aspectos como tecnologia, ciência e educação etc. Na construção de um sistema socialista, uma onda repressiva atingiu a todos, objetivando converter a sociedade em ‘soldados’ fiéis e obedientes ao Partido Comunista Chinês. Para tanto, Mao transferiu o controle da Revolução para as mãos da massa de camponeses e operários, sob coordenação do PCCh. E um vasto programa de educação política foi aplicado, sendo quaisquer resquícios de princípios capitalistas, burocratização e elitismo banidos da nova China.

A partir do outono de 1965, a revolução Cultural Chinesa, liderada por Jiang Qing, esposa do ditador, dominou a produção artística e intelectual por lá. Como o alvo eram os jovens, muitos cursos universitários foram fechados e diversos professores e fomentadores culturais foram banidos para o campo. Nessa doutrinação política, milhões de estudantes foram transformados em militantes de esquerda, a favor do governo de Mao. Esse poder todo designado a jovens despreparados provocou o caos e descontrole social e político. Ações da Guarda Vermelha acarretaram seu desmonte e a desmobilização e dispersão de 18 milhões de soldados. Não foi a primeira vez que o líder revolucionário se curvou às críticas e tomou a decisão certa. Cientistas, técnicos especializados, administradores e educadores foram tirados do exílio, pela necessidade de seu apoio e força ao Estado Chinês.

O estrategista não poupou, porém, o Tibete, país budista, pacifista, conhecido por seus picos nevados como o "teto do mundo". Em 1959, o regime comunista chinês invadiu a região, que foi então incorporada como província à República Popular da China. Foi cometido então um genocídio cultural, que expulsou o 14º Dalai Lama de lá. Com a realização ano passado das olimpíadas na China intensificaram-se os protestos pró-Tibete e o caso ganhou notoriedade novamente, após anos abafado e esquecido.

Interessante é a relação do local com certas datas terminadas em ‘9’. Fora 49 e 59, outros fatos relacionados à história chinesa ocorridos em finais de décadas foram: os primeiros conflitos com a Grã-Bretanha denominados como a Guerra do Ópio que começaram em 1839 e ocorreram até 1842, e depois de 1856 e 1860, e o massacre de estudantes no proteste pró-democracia na Praça Celestial da Paz, em Pequim em 1989 - mesmo ano em que o Dalai Lama, líder político e espiritual do Tibet ganhou o Prêmio Nobel da Paz.

Na história da China o que mais me chama a atenção é essa injustiça cometida, ainda sem solução. Eu, como budista, oro por mudanças e torço há anos pela libertação do pequeno pais independente. É ridículo e cruel o que se fez com aquele povo incapaz de se defender, com aquela cultura e filosofia ricas, milenares. Extermínios assim não poderiam mais ocorrer como se deu há séculos, e deveriam ser considerados crimes contra os direitos humanos. E a ironia disso tudo estaria na punição dos carrascos, que seriam desculpados pelos tibetanos. Vida que segue, afinal, oitenta por cento é perfeito.

Tuesday, 6 October 2009

a dor da ausência


Abordei ontem no texto abaixo alguns resquícios dos duros anos de ditadura. O regime adotou uma repressão que implicava sequestro, cárcere privado, tortura, assassinato, esquartajamento do corpo das vítimas e ocultação (das partes) dos cadáveres. E isso aconteceu com centenas de pessoas aqui no país, e em tantos outros. Poucos foram os crimes conhecidos, como o do jornalista Vladimir Herzog e o operário Manuel Fiel Filho, nas dependências do Doi-Codi, em São Paulo – na época dito como suicídio, embora isso tenha implicado a demissão do então comandante do 2º Exército.

Uma triste consequência que ainda assombra diversas famílias aqui no Brasil, e em outros países sul-americanos, é o desaparecimento de presos políticos da época. Imagine você que o ano no final dos anos 70 e início dos 70, seu filho que milita contra-ditadura, então com 20 e poucos anos, simplesmente desaparece, no Rio, São Paulo, Porto Alegre ou no Araguaia... aqui no Brasil, ou além fronteiras. Sabe-se que foi pego pelo sistema e levado para... sabe-se-lá-onde. O que se faz? Espera... (mas não calado).

A campanha Memórias Reveladas, lançada recentemente, pede para quem tenha informações sobre essas pessoas que, durante os anos de chumbo, sumiram, foram caçadas pelo ‘governo’ que estava no poder, por SEUS homens. Estima-se que cerca de 140 pessoas ainda continuam nessa situação. Essas, foram pessoas que, no período de 1964 a 1985, lutaram por um país democrático. Para realizar este trabalho de maneira autoral, foram chamados diretores de cinema que entendem do assunto: Helvécio Ratton (Batismo de Sangue), João Batista de Andrade (Vlado - 30 Anos Depois e Travessia) e Cao Hamburguer (O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias).

Nos filmes veiculados em rede nacional, vemos os depoimentos de familiares de desaparecidos políticos. O escritor Marcelo Rubens Paiva fala de seu pai, o deputado federal Rubens Paiva, desaparecido em 1971. Elzita Santa Cruz Oliveira, mãe de Fernando Santa Cruz, desaparecido em 1974, declama um poema descrevendo a ausência do filho. E Diva Santana pede informações sobre a irmã de Dinaelza Santana Coqueiro e o cunhado Vandick Reidiner Pereira Coqueiro, desaparecidos em 1974. Essas são histórias como a de diversas outras famílias que, com a campanha, pretende-se amenizar seu sofrimento, a angústia dessa espera longa.

Acessando http://www.memoriasreveladas.gov.br/, interessados podem colaborar. Lá, há orientações sobre os procedimentos para efetivar o registro de informações ou a doação de documentos, além de documentos e fotos já catalogados, abertos ao público. Quem preferir, pode ligar também. Uma equipe de sete pessoas foi contratada para atender as chamadas no telefone 0800 701 2441. Para os curiosos que desejam apenas se inteirar mais sobre nossa história vão encontrar textos sobre censura aos meios de comunicação, manifestações artísticas e repressão ao movimento estudantil e operário. Cartazes também estão espalhados pelo Brasil, divulgando o movimento. Essa é uma iniciativa promovida pelo Arquivo Nacional e a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República.

Mas, não só foi aqui que isso aconteceu. Infelizmente outras ditaduras como a Argentina, antes citada, passam pela mesma situação nossa. E a foto que ilustra esse post contempla isso. Um bom filme sobre essa fase negra é A História Oficial, vencedor do Oscar de 1980 de Melhor Filme Estrangeiro (ainda no período da ditadura). Qualquer um tem o direito de enterrar seu pai, filho, irmão, marido... mesmo que isso se dê mais de 30 anos depois. Não se pode medir a dor dessa ausência.

E encerro com Chico que melhor define esse vazio, em 'Pedaço de Mim':

Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar

Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais

Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu

Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi

Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus

Monday, 5 October 2009

na luta, de luto


Hoje o dia é triste pela natureza das coisas, pelo ciclo da vida que nos leva (e traz também, claro) a vida de pessoas importantes e amadas. Morreu ontem uma mulher que muito me emocionou com suas canções, Mercedes Sosa.

Meu pai me fez gostar de música castelhana, e logo na adolescência, quando passei a entender o sentido dessas palavras doces, mas amargas, que ouvia, apaixonei-me por La Negra, como era conhecida. E me arrependo profundamente de nunca tê-la visto ao vivo.

Chorei muito com a notícia dada pela TV logo que acordei, lamentando, obviamente, esse descaso meu. Tive poucas, mas algumas oportunidades. Imperdoável não ter ido às Missões, quando ela se apresentou lá, num local especial, memorável. Seria perfeito, emocionante. Em um minuto, fez-me 'Volver a los diecisiete'.

'Gracias a la vida', como gaúcha, a proximidade com o país vizinho me oportunizou isso, uma identificação hermana, hermosa. Mas todos nós, brasileiros, independente de onde nascemos, sentimos as dores dessas feridas da América Latina, que deixaram marcas, mas que não cicatrizaram. Mantem-se abertas. E lá o corte foi bem mais profundo...

Nessa vida, eu não vivi a época de ditaduras aqui na América do Sul, mas sinto como se fosse. Os livros que leio, os filmes que vejo, as músicas que escuto, a sensação que tenho... TUDO me remete a lembranças desse período triste, de esperança e luta. É uma ligação muito forte, inexplicável.

Espero que, assim como a mim, ela ainda inspire muitos outros jovens. 'Solo le pido a Dios' para não se conformarem, não serem indiferentes diante às mazelas deste mundo, deste sistema e situação, desta injustiça social e falta de perspectivas que mesmo hoje são tão presentes. Esse é seu legado.

A argentina de traços indígenas, típicos, soube como ninguém cantar as angústias de seu povo, retratando tanto sentimento frente a uma dura realidade que abafava qualquer expressão. Além disso, mostrou ao mundo os sons de lá (daqui, tratando-se de América), tão pouco conhecidos.

O melhor que podemos fazer hoje, e a partir de agora, é não esquece-la e buscá-la em pensamento sempre que possível. Sua voz virá num instante a embalar sonhos de um mundo melhor, e guiar para um caminho de bem, onde 'Todo Cambia'.

Sunday, 4 October 2009

maré vermelha


Às vésperas de adentrarmos a segunda década do século XXI, recém completados 5770 anos no calendário judaico, quase chegando no ‘fim do mundo’ pelo calendário Maia... e ainda não demos um fim à menstruação! Já sei, vão me dizer que é natural e blá blá blá, mas ANTES as mulheres viviam engravidando, saiam de uma gestação para outra, pariam umas dez crianças ao longo da vida e assim não menstruavam. Hoje não é mais essa a realidade.

A mulher contemporânea de classe média tem um ou dois filhos no máximo, isso quando os tem. Mais que isso só (e para ilustrar, valho-me de uma infame, mas criativa propaganda) as que não tem Net em casa. Pensando agora, lembrei-me da “Net cat”, então transfiro a responsabilidade disso para o não uso da camisinha mesmo (claro). Dizem que para o homem da favela tem que ser ‘no pelo’, ou algo semelhante - e tão escroto quanto.

Fazendo os cálculos rapidamente, chegamos a esses números: uma mulher que teve 13 filhos, numa vida reprodutiva de 25 anos (em média, menstruando dos 15 aos 40), passou longos nove anos e nove meses grávida, SEM estar ‘naqueles dias’. Eu, que menstruei aos 11, já passei por mais de 180 ciclos até hoje. Claro que já enforquei alguns, tomando pílula direto, mas ultimamente ando sofrendo TODOS os contras dessa regularidade.

Não sou contra quem desgosta de menstruar e opta por ficar uns 90 dias sem sangrar. Afinal, não é bom, é trabalhoso para a mulher, incômodo, traz dores no corpo, nos seios, nas costas, isso sem citar as malditas cólicas que nos derrubam, deixando-nos de mau-humor, indispostas. Não vejo benefício nenhum nisso (só para as desesperadas que aguardam ansiosas a santa menstruação do mês, sem atraso). Não tem melhor sinal para avisar que não estamos grávidas?

Fora a física, tem a questão comportamental ainda. Antes da maldita, uma semana (para ser mais precisa), estamos de TPM, e quando termina é porque ‘ela’ chegou. Então ficamos mais alguns dias assim, sentindo-nos desconfortáveis, mal-cheirosas (por mais que mil banhos sejam tomados, lencinhos umidecidos sejam usados, e os absorventes tenham fragrância de Aloe e Vera, ou seja lá do que for), não adianta... É estado de espírito. Ou seja, são duas semanas, de quatro, em que não estamos ok. Merecemos isso?

Eu ainda sinto mais. Infelizmente, fico quase uma semana assim – querendo matar ou morrer. Estou só prorrogando o que é inevitável: o retorno aos comprimidos afim de exterminar esse, que para mim, é um mal. Homens podem até ensaiar um discurso pró-sangue, porque NÃO são eles que vivem isso todos os meses, mas DUVIDO que alguma mulher se manifeste dizendo que AMA menstruar, saindo de sua rotina que já é cheia de hormônios normalmente.

Para nosso azar, ainda gastamos rios de dinheiros em absorventes e remédios para aliviar as dores que vem por consequência. Somos escravas disso AINDA. Que horror. Eu bem tentei aderir aos copinhos mentruais, como alternativa politicamente correta a quantidade de lixo produzido, mas ainda não consegui compra-lo (nem minha amiga me trouxe da Europa). Onde está toda a tecnologia para nos proporcionar dias mais felizes e menos tensos, sujos... mais brancos? Socorro! A maré é vermelha MESMO.

Saturday, 3 October 2009

com avanço, elas avançam


Esse pode até parecer ser um post para vender desodorante, já que o título é conhecido do grande público por ser o slogan de uma propaganda que fez sucesso há certo tempo... mas não é, claro. Hoje o tema é sexo na TV. ADORO (e tenho propriedade e conhecimento de causa).

Vocês repararam em como a gigante da comunicação está assanhadinha ultimamente?! Em apenas um mês (ou um pouco mais que isso) estreou em sua grade dois programas de cunho sexual um tanto ousados. Quando faço tal afirmação, não é porque EU acho isso. Refiro-me ao grande público, à massa, que será atingida com tamanho avanço nos costumes. Haverá influência também, sem sombra de dúvidas. E acho ótimo.

Junto vem a informação e a desmistificação do assunto - tão comum e natural. Afinal, todo mundo transa, e se não transa AINDA, vai transar (ou quer, pelo menos). Chega de hipocrisia. O mundo é regido pelo sexo. A reprodução é a razão de ser, de estarmos aqui. Isso é a lei da natureza. Quando chegamos no auge de nossas vidas, na idade para procriar, começamos a envelhecer. Fato.

Agora, os comentários sobre esses novos produtos de entretenimento (não tão ‘adultos’ como os que eu produzo e dirijo as gravações, mas...). Vamos lá:

AMOR & SEXO

Classificaria esse programa como um experimento, um laboratório de idéias que deverão ser amadurecidas e melhoradas conforme o tempo for passando, e tiverem dados sobre a receptividade do público a respeito. São vários formatos e quadros juntos. Uma boa aposta. E Fernanda Lima está ÓTIMA no comando - tarefa louvável essa, considerando-se a presença da platéia e a participação de globais ali, “ao vivo”, e do tamanho da responsabilidade que isso implica.

Invejo a facilidade de se produzir algo para a Globo. As portas se abrem (Incrível!), mesmo que haja maior preocupação conceitual e institucional em cima. Meus parabéns para outro programa que acredito ter inspirado e acabado proporcionando a criação desse novo, o Altas Horas. Serginho Grossman ter dado espaço para o sexo em seus debates com a nobre Laura Muller foi justamente onde se enxergou um bom caminho a seguir. Como se eu não soubesse disso MUITO ANTES, né?! Aff...

ALINE

Criação do amigo e conterrâneo Adão Iturrusgarai (que sobrenome!), a personagem dos quadrinhos é MUCHO LOCA e transgressora em suas atitudes, seu comportamento. Missão difícil transpor essa ‘realidade’(?) para as câmeras, e em frente a elas mostrar tanto non sense como se isso fosse normal, habitual.

Já me confessou em entrevista certa vez o outro amigo (e também gaúcho), Allan Sieber, que é muito mais fácil desenhar uma suruba, a grava-la, por exemplo. Em HQ vale tudo! Não tem limites e ainda há licença poética na criação. Agora, trazer tudo isso para TV é complicado, mas é uma (trocadilhos à parte) 'puta' tarefa. Vale.

Preciso assistir a mais um ou dois episódios da série quinta dessas qualquer para avaliar melhor. Depois de ver o primeiro capítulo, fiquei com a impressão que a Maria Flor não foi a melhor escolha para o papel. Adoro o trabalho da crespinha mignon, mas ela é um tanto (digamos) hippie e morena para interpretar a clássica Aline. Não sei... Encasquetei com isso.

Lembrei-me, e MUITO, de Armação Ilimitada - tanto na história (que diferente da outra, agora é paulista) quanto no uso de recursos animados e de uma edição e linguagem clipadas. Quem, que viveu nos anos 80, iria esquecer Zelda Scott, de Andréa Beltrão, num triângulo amoroso com Juba e Lula? E essa modernidade toda era para o público jovem também, exatamente como hoje...

De tudo, fica a intenção de exibir o comportamento sexual das pessoas utilizando-se da ficção para tanto (ou somente a liberação quanto a abordar isso – o que já é um passo GIGANTE). Mas que é avançado, é. E o toque feminino vai libertando as mulheres de diversos tabus, e deixando os homens mais ligados também. Como tem que ser...

* Tá aí! Acho que Aline deveria ser ruiva, tal qual me parece (apesar do rosa). Quem será que o próprio Adão sugeriria para ser sua “filha” nas telas? Estou eu aqui a queimar a mufa e pensar em algum outro nome... De repente não seria essa a oportunidade de lançar um novo talento, uma nova cara?! Não? Desculpa Florzinha, impliquei MESMO.
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c'est fini!