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Tuesday, 7 December 2010

arreto


Saliva, carne, cheiro... beijo gostoso. Mão que passa, aperta, vai descendo. Amasso, desejo louco.

Enquanto isso, olhar fixo, excitado. Vontade de masturbar-se.

Cabeça em outro lugar, pudores são abandonados por alguns instantes. O casal demorou a perceber certa atenção voltada para si, em seu movimento.

O olhar vizinho é descoberto nesse exato momento. Seus pensamentos libidinosos são interrompidos. Afasta-se, então.

Ela se preocupa, ele nem liga. Mudam de lugar. Meio minuto, e os dois seguem com sua intenção. Abraço, outro beijo - língua, cabelo, pescoço...

O homem, censurado com o flagra, vai ao banheiro. Ele usa sua imaginação para terminar a cena por lá.

*Sempre penso nisso: em estar sendo observada por voyeurs tarados quando estou mais vulnerável... divertindo-me.

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na pressão

Adolescentes sem noção e condições (por hora) de fazer o que querem em casa, acabam expondo na rua a intimidade de sua descoberta sexual. Inspirada nisso, na sensação de ‘feio’ quando vejo demais da relação dos outros, tenho uma preocupação pessoal em manter o respeito.

Resguardo, vergonha, claustrofobia... Detesto que me prensem contra qualquer lugar. Prefiro eu ficar “por cima” nessas situações. Num modo de evitar julgamentos comuns devido a esteriótipos criados, supostos, evito qualquer pegação mais ousada na frente de terceiros. Desnecessário.

A revelação: não sou exibicionista (agora, se ninguém ver, sem objeções. Tá valendo!).

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